Terça-feira, Novembro 10, 2009
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Domingo, Novembro 08, 2009
Videodança: Território de Resistência

O projeto Vid.BR foi apresentado durante o III PlayRec – Festival Internacional de Videodança do Recife, que acaba nesta quinta-feira (5/11). Clique aqui e confira a galeria que o idança fez com vídeos de artistas que participaram do evento.
Videodança, linguagem híbrida sim! Menos importa sua definição, mais importa é ser possível expressar a dança em contato com a linguagem do vídeo e, a partir disso, poder estar em muitos lugares: em um site na internet, em um festival de dança, em uma galeria de arte ou em um cinema antigo no centro de São Paulo. Uma parte do trabalho do artista está em um pequeno disco, que pode viajar o mundo com uma poética específica da dança para o vídeo. Esta mistura vem fortalecer a dança, criando espaços para explodir as questões inerentes da dança contemporânea.
A pesquisa Vid.BR é um mapeamento da produção artística da linguagem no país, realizada pelo Acervo Mariposa, de metodologia aberta segundo o que nos diziam os artistas entrevistados e mapeados. Essa iniciativa assim configurada mostrou-nos as infinitas formas, a partir do vídeo, com as quais a dança pode se infiltrar. A exemplo, a Mostra Lanterninha, parceria do Acervo com a Galeria Olido, que está em sua segunda edição e é realizada em um cinema antigo de 236 lugares. A pesquisa Vid.BR alimenta a mostra, abre espaço para a produção nacional e busca formar um público para a linguagem.
A busca da experimentação com o vídeo, herança da videoarte, está presente na videodança produzida no Brasil. Este caráter, de alguma forma, tem relação com a escassez de recursos para a realização das produções. Tal escassez nos força a buscar novos olhares sobre o corpo diante do material que temos em mãos, lembrando de nossa história no cinema, que durante muitos anos não recebeu nenhum incentivo para a produção e contava apenas com ‘’uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”. Podemos dizer que a videodança tem uma câmera na mão e o corpo em questão.
O vídeo na América Latina tem uma característica ligada a um discurso político. O enfoque da videodança no Brasil está nos corpos em estado de urgência, nas metrópoles em crescimento e no caos desenfreado, em paisagens áridas ou em ambientes íntimos. Diferente de algumas das videodanças ou cinedanças americanos e europeus, onde o corpo é apolíneo, na América Latina, de maneira geral, o vídeo tem este caráter provocativo e político, como aponta Rodrigo Alonso*.
Qualitativamente, ainda há poucos coreógrafos dedicados à linguagem da videodança. Porém, uma nova geração ascendente se faz representar. Alguns nomes: Alex Soares (SP), O12 (SP), Cia. Vitrola Quântica (SP), Carolina Cony (RJ), Celina Portella e Elisa Pessoa (RJ), Coletivo Molin TL. (MG), Cia. Flux (MG), Pedro Bastos (MG), Diego Mac (RS), Elisa Schmit (SC), Andréia Bardawil (CE), entre outros, vêm desenvolvendo pesquisas junto a seus trabalhos artísticos, nas quais o vídeo faz parte de um pensamento coreográfico.
Hoje, a formação do bailarino que deseja se infiltrar nesta linguagem passa, muitas vezes, por um curso de multimídias, visto a necessidade de buscar em outro nicho, a informação para a produção de seus trabalhos. Ou ainda, muitos bailarinos têm se associado a um videoartista que, ao meu ver, estão sendo responsáveis pelo grande desenvolvimento da videodança no Brasil. Muitos estão interessados nesta troca entre vídeo e dança e esse hibridismo tem dado bons frutos, a exemplo de: Alexandre Veras (CE), Breno César (PE), Oscar Malta (PE), André Martinez (SP), Kika Nicolela (SP), Rodrigo Gontijo (SP), Tatiana Gentille (RJ).
Há pouco tempo, novos lugares de formação nesta linguagem se estabelecem, como o caso da pós-graduação em Estética do Movimento: Dança, Videodança e Multimídias na Faculdade Angel Viana (RJ), sob coordenação de Paulo Caldas. Ou também o Grupo de Pesquisa: Poéticas Tecnológicas, coordenado por Ivani Santana (BA), que desenvolve o Mapa D2. A produção acadêmica também vem crescendo e muitos jovens dançarinos, já na graduação, têm se interessado em discutir a pedagogia em dança através da videodança. Dois exemplos que estão localizados nos extremos do país são Ana PI, orientada pelo prof. Sérgio Pereira Andrade, co-orientada: profa. dra. Clélia Ferraz Pereira de Queiroz, UFBA e Sarah Ferreira, da UDESC orientada pelo prof. Milton de Andrade.
Vid.BR já caminha para o segundo ano de pesquisa e o Acervo Mariposa pretende continuar mapeando os artistas. Nesta segunda fase, a pesquisa vai se dedicar a localizar também os festivais e eventos que incorporam ou falam sobre o vídeo e a dança, tal como o precursor Dança em Foco, que após quatro anos de intensa atividade, viaja para quase todas as regiões do país exibindo a produção nacional. Outros festivais como o Play REC – Festival Internacional de Videodança de Recife e a Bienal de Dança de Fortaleza, que em sua última edição abriu espaço para a exibição de videodanças, formam, não só público, mas também os artistas que buscam aprimorar seu conhecimento nesta linguagem.
Estes breves apontamentos vêm, hoje, confirmar o que há dois anos o artigo de Liana Gesteira – Videodança: Território Fértil – apontava sobre a linguagem. Passados poucos anos, a videodança continua sendo um território de resistência, não só para dança, mas uma resistência da arte que precisa buscar melhores políticas públicas no país. Ainda que existam poucos editais (o único em vista é mesmo o Rumos Videodança do Instituto Itaú Cultural) e que tenhamos pouco espaço de exibição para a grande demanda de nossa produção, o trabalho vem sendo produzir resistindo, resistir produzindo. Pois, tudo indica, olhares podem se voltar para a dança criada nesta mídia.
Para conhecer mais da produção de videodança não só do Brasil, mas de toda a América Latina, visite a página de vídeos do www.movimento.org. Lá, é possível assistir a mais de 800 vídeos dos mais variados estilos e temas.
Rita Tatiana Cavassana é responsável pela pesquisa Vid.BR e Gestora Cultural do Acervo Mariposa. Bacharel em Comunicação das Artes do Corpo- PUC-SP
* Alonso, Rodrigo Videoarte e Videodanca em uma (in)Certa America Latina – Revista Dança em Foco – Videodança 2007.
http://idanca.net/lang/pt-br/2009/11/05/videodanca-territorio-de-resistencia/13059/
Sábado, Novembro 07, 2009
in Shadow - 1º Festival Internacional de Vídeo, Performance e Tecnologia
24 a 26 Nov - Lisboa |
| Realiza-se pela primeira vez, este mês, o Festival In Shadow. Um evento inovador que dá a conhecer filmes nacionais e internacionais, de curta-metragem, que retratam a relação corpo-dança e corpo-performance. O objectivo é promover produções de vídeo-dança, vídeo-arte, vídeo-experimental, documentários e outros géneros que reflectem e apresentam soluções estéticas e técnicas para a representação do corpo no ecrã. A primeira edição do festival permite assim descobrir novos talentos e destacar o trabalho de todos aqueles que fazem criação cine-videográfica. |
| Internet: www.dancasemsombra.blogspot.com |
| Informações Úteis: 24 a 26 Nov |
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
III PlayRec – Festival Internacional de Videodança do Recife

Começa nesta terça-feira (2/11) o III PlayRec – Festival Internacional de Videodança do Recife. Até 5 de novembro, o Cineteatro Apolo será tomado por trabalhos em videodança de vários estilos e cantos do mundo com uma novidade: o festival ganhou mais um dia neste ano.
A programação contará com vídeos de Israel, Austrália e Nova Zelândia, além do Brasil. Os trabalhos brasileiros estarão reunidos na Mostra Outro Olhar, com representantes da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Acervo Mariposa fará uma participação no evento com o Vid.Br, pesquisa de Rita Tatiana sobre o acervo e os produtores de vídeodança brasileiros. Ela também receberá trabalhos de quem desejar que seu vídeo faça parte do Mariposa.
Além dos vídeos, o PlayRec também abre espaço para as performances ao vivo que misturam dança e vídeo. Neste programa se apresentam Letícia Sekito, com Experimento portátil, Paola Rettore, com Leque, e Mônica Siedler, com 1A.
Por fim, o festival também vai oferecer uma oficina durante os quatro dias de atividades. Nela, os participantes vão trocar experiências e aprender na prática o que é videodança. O resultado será exibido no último dia do evento.
O Cineteatro Apolo fica na Rua do Apolo 121, bairro do Recife. A entrada para toda a programação é franca. A foto é da videodança Frevo labore, de Marcela Rabelo.
Rosario:9º Festival de Artes Escénicas Contemporáneas El Cruce 2009
| Rosario:9º Festival de Artes Escénicas Contemporáneas El Cruce 2009 | | | |
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| Martes, 22 de Septiembre de 2009 16:35 | |
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Contacto: Adriana Ananía, coordinadora de El Cruce: 0341 - 155770697 “Historias del río” (10 minutos) “Marès” (14 minutos) Charla. Presentación Festival Fronteras “Poyo Rojo”
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Quinta-feira, Outubro 29, 2009
CORPS EN MARCHE : Aseptisation des espaces publics ? (corpos que andam: assepsia do espaço público?)

MESA REDONDA
CORPS EN MARCHE : Aseptisation des espaces publics ?
(corpos que andam: assepsia do espaço público?)
Sexta-feira, 30 de outubro às 14:00 hs
Auditorio Mastaba
Faculdade de Arquitetura - UFBA
apresentação do Projeto de pesquisa PIRVE
( http://www.laboratoriourbano.
Rachel Thomas [CNRS CRESSON - Ecole Nationale Supérieure d'Architecture, Grenoble]
apresentação do workshop Salvador (26 a 30/10)
Fabiana Britto [Escola de Dança – PPGDança/UFBA]
Xico Costa [moderação | PPG-AU/FAUFBA]
Paola Jacques [tradução | PPG-AU/FAUFBA]
PALESTRA COM O ARTISTA DANILO BARATA

GRUPO DE PESQUISA POETICA TECNOLOGICA NA DANCA
CONVIDA PARA O
CICLO DE PALESTRAS, DEMONSTRAÇÕES E DABATES SOBRE A CULTURA DIGITAL
DIA 30/10/2009 - PALESTRA COM O ARTISTA DANILO BARATA
17 AS 18:30 horas, PAF III, SALA 206
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ONDINA
profa. dra. ivani santana
grupo de pesquisa poética tecnológica na dança www.poeticatecnologica.ufba.br
M.A.P.A. D2 www.mapad2.ufba.br
programa de pós graduação em artes cênicas/UFBA www.ppgac.tea.ufba.br
instituto de humanidades, artes e ciências prof. milton santos/UFBA www.ihac.ufba.br
DE QUE A DANÇA CONTEMPORÂNEA É CONTEMPORÂNEA?

DE QUE A DANÇA CONTEMPORÂNEA É CONTEMPORÂNEA?
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É certo que vivemos hoje em dia em 2009, somos nós, no entanto, contemporâneos das mesmas coisas? Se olharmos mais de perto, apesar da circulação globalizada dos gestos em dança, nós não somos todos contemporâneos das mesmas realidades.
Nós evocaremos como, no contexto francês, o campo coreográfico organiza a sua contemporaneidade econômica, pedagógica, estética. De início, como ele se adapta, não sem dificuldades e resistências, a uma política cultural liberal (a economia dos projetos coreográficos seria contemporânea às lógicas de mercado?);
Em seguida, como ele se esforça para construir uma convergência entre lógicas de criações contemporâneas e lógicas de formações em dança (a escola de dança é contemporânea aos projetos de criação? E como ela reinventa seus clássicos?). Enfim, como a presença do dançarino em cena é testemunha dos conflitos, das relações de força, impasses e prazeres do nosso hoje em dia? Que gestos ela privilegia e que gestos ela exclui?
Estas são algumas hipóteses a partilhar, seguidas de um debate com os participantes.
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Isabelle Launay, professora doutora e co-diretora do departamento de dança da Universidade de Paris 8 Saint Denis (França). Autora dos livros "À La Recherche d’une Danse Moderne", "Entretenir: a Propos D'une Danse Contemporaine" co-escrito com Boris Charmatz e "Danse et utopie", entre diversos outros artigos publicados em revistas especializadas.
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Sábado 31/10 às 17h
Local: Aliança Francesa Rua Amaro Bezerra 466 Derby. Recife - PE.
Ação desenvolvida em parceria com o 14º Festival Internacional de Dança do Recife.
*Conferência em francês com tradução em português.
www.articulacoes.com
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
FIVU 09 - PROGRAMAÇÃO DOS VÍDEOS
Integrado por Impressões Sobre Azulejos (Brasil 2009, de Verônica De Moraes); Entre Passos (Brasil 2009, de Laura Teixeira); Vira-e-Mexe (Brasil 2009, de Cynthia Domenico); A++ (Chile 2009, de Cristian Camus); Sed (Chile 2008, Macarena Zamudio); Historias de Río: Episodio 1: Marea y barro Episodio 2: Verano (Argentina 2009, de María Lorena Ponce); Zephyr (U.S.A. 2008, de John Bush). 60 min.
PROGRAMA 7
Selección de videodanza internacional: Contrapontos (Brasil 2008, de( Drica Rocha);Quiero Dejar de Querer(Argentina 2009, de Nicolás Cherñajovsky); El Progreso (Argentina 2009, de Cayetana Vidal); Susurros (Argentina 2009, de Jorge Zanzio); Hope (Portugal 2009, de ( Pedro Sena Nunes ); Calló Desnuda (Argentina 2007, de Laura Alderete); Hydra II (Argentina 2009,
de Vera Wilner). 58 min.





