Corpo - Contato Improvisação - Artes do corpo - Videodança.

sexta-feira, setembro 25, 2009

IMPRESSÕES SOBRE AZULEJOS... NO FIVU09

hola!

Es para comunicarte que tu dvd quedó seleccionado para el FIVU09.

Saludos!

Tamara.
Productora FIVU 09

CONTRAPONTOS NO FIVU09

hola!

Es para comunicarte que tu dvd(CONTRAPONTOS) quedó seleccionado para el FIVU09.

Saludos!

Tamara.
Productora FIVU 09

Mostra audivisual Corpo em Foco 2009

Prezados e prezadas colegas,

é com enorme alegria que comunico a vocês que os seus vídeos (Marés, Impressões sobre Azulejos e Contrapontos), que foram selecionados para a Mostra audivisual Corpo em Foco, como parte da programação do seminário Interseções: Corpo e Olhar, serão exibidos no dia 25/09, em dois locais (UFPE e Fundaj), conforme programação em anexo. Vocês também podem conferir toda a programação pela página www.fundaj.gov.br/interseções, na qual postaremos um clipping do seminário como um todo.

Apesar de todos os vídeos enviados pelo correio terem data correta de postagem, houve uma demora significativa da chegada real deste material a nossas mãos, razão pela qual a seleção dos mesmos só terminou há pouco tempo.

Esse é motivo pelo qual esta mensagem só está indo para vocês hoje.

Obrigada pelo interesse em fazer parte de nossa programação!

Um abraço a todos!

Roberta Ramos


quinta-feira, setembro 24, 2009

PALESTRA COM A ARTISTA KARLA BRUNET















GRUPO DE PESQUISA POETICA TECNOLOGICA NA DANCA

CONVIDA PARA O CICLO DE PALESTRAS, DEMONSTRAÇÕES E DABATES SOBRE A CULTURA DIGITAL


DIA 25/09/2009 - PALESTRA COM A ARTISTA KARLA BRUNET

17 AS 18:30 horas, PAF III, UFBA, Salvador-Bahia

sexta-feira, setembro 11, 2009

MARÉS - FRAME_Research

O FRAME_Research, vem informar que seu vídeo 'Marés (Tides)', foi seleccionado para integrar esta edição do festival, que irá decorrer de 18 a 28 de Novembro.2009.

Este ano vamos fazer uma extensão do FRAME research no Festival Temp's D'Images, em Lisboa, e gostaríamos de incluir o seu trabalho na compilação a ser apresentada...


Com os melhores cumprimentos,

--
FÁBRICA DE MOVIMENTOS
Rua do Almada, 424 - 2º esq. frt
4050-032 - Porto/Portugal
tl: +351 222011362
fax: +351 222033090
e-mail: fabrica.de.movimentos@gmail.com

Seminário sobre Economia da Dança – Edição Bahia – 2009

SEMINARIO-v2

O Seminário sobre Economia da Dança – Edição Bahia – 2009, uma realização da Plataforma Internacional de Dança, Diretoria de Dança do Estado e Sebrae- BA, discutirá a construção de caminhos, estratégias de sobrevivência e iniciativas criativas, especialmente da dança. O Seminário, idealizado e realizado pela primeira vez pelo Panorama Festival – RJ, em 2008, serviu de exemplo e estímulo para esta segunda edição, a ser realizada em Salvador no dia 15 de setembro de 2009.
Para a edição baiana, o Seminário visa contribuir para a informação e reflexão acerca de mercado da dança, cadeia produtiva, estratégias e métodos de sobrevivência, inserido no marco de um evento aglutinador de profissionais da dança, a Plataforma Internacional de Dança, em sua primeira edição, e o 8º Encontro da Rede Sulamericana de Dança.
A programação do evento consiste na realização de duas mesas de debates (manhã e tarde), com espaços intercalados de participação da audiência. A ênfase estará na aproximação e no diálogo entre público e privado, institucional e empresarial, gestores e artistas.

Quando: 15 de setembro de 2009, das 8h30 às 17h
Onde: Sede do Sebrae em Salvador, Rua Horácio César, nº 64, Aflitos – Auditório Orlando Moscoso.
Maiores informações: Sebrae – Laira Lopes – 71 3320-4458; Clara Trigo – 71 8785-4790; Funceb – Diretoria de Dança – 71 3116-6883 ou pelo e-mail: seminarioeconomiadadancabahia@gmail.com

Ficha de Inscrição


http://www.funceb.ba.gov.br/

8º Encontro da RSD aproxima o virtual e o real















Aproximar e colocar em contato artistas que desenvolvem trabalhos afins; promover a troca de ideias, o intercâmbio de projetos e de formas de financiamento sempre foram os objetivos da Red Sudamericana de Danza (RSD) desde o seu nascimento, em 2001. Com o lançamento do www.movimento.org, em março de 2009, aumentaram as possibilidades de troca. Agora, no 8º Encontro da RSD – o primeiro após o lançamento oficial do movimento.org -, o objetivo principal é trazer para o real as trocas de experiências que vêm acontecendo no mundo virtual.

“Os encontros têm um formato participativo, colaborativo, e acabam ganhando a cara do local onde acontecem. Nos dois primeiros anos, o encontro teve um jeito mais de festival e, a partir do terceiro ano, a ênfase foi maior nas discussões sobre políticas públicas. Agora, sentimos novamente a necessidade de investir em intercâmbios criativos para que os artistas se conheçam melhor. Com a tecnologia disponível no movimento.org, aumentou muito o contato. Estamos todos de fato em rede, o que era um ideal antigo da RSD”, afirma Clara Trigo, coordenadora geral do 8º Encontro RSD, que será realizado entre os dias 15 e 21 de setembro, em Salvador.

Para reunir pessoas em torno da dança e ainda circular pela capital baiana, durante três dias (17, 18 e 19 de setembro) os participantes do encontro poderão integrar a atividade Intercâmbio Criativo, em que a artista Fernanda Eugênio desenvolverá a proposta Dança pronta, poesia pronta – proposições para experimentar a cidade como oráculo. “O projeto caiu como uma luva pois os artistas convidados sempre sentem a necessidade de circular pela cidade”, explica Clara.

No campo das discussões, a principal aposta da organização é o encontro de universidades. Reunir gestores de universidades latino-americanas era uma demanda antiga da Red, que ainda não tinha saído do papel por motivos diversos. “Sempre foi de interesse da Red gerar aproximação entre os países que têm cursos de graduação e/ou pós-graduação em Dança e os que não têm. É importante discutir uma convergência de currículos, diálogos entre os gestores. Realizar esse encontro agora será especial, simbólico, por ser na Bahia, onde fica a UFBA. Será uma boa troca de experiências”, afirma a coordenadora do Encontro. Estarão presentes representantes de escolas na Colômbia, México, Uruguai, Porto Rico, Argentina, Equador e Paraguai, além de convidados brasileiros.

O 8º Encontro da RSD acontece simultaneamente com a Plataforma Internacional de Dança (PID), projeto patrocinado pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia, e que tem sua primeira edição em 2009. Com enfoque latino-americano, o evento apresentará trabalhos, além de promover a versão baiana do seminário Economia da Dança, numa parceria com o Sebrae, a Funceb e o festival Panorama de Dança (que realizou o seminário no Rio em 2008). Além disso, haverá um lounge para reunir artistas em torno de conversas, materiais e vídeos – que podem ser levados pelos próprios visitantes – diariamente. A ideia é que a PID aconteça anualmente.

O 8º Encontro da RSD e a PID têm entrada livre, mas a organização pede que os interessados em participar façam inscrição prévia pelo email rsd2009bahia@gmail.com.


http://idanca.net/lang/pt-br/2009/09/03/8%C2%BA-encontro-da-rsd-aproxima-o-virtual-e-o-real/12165/

PALESTRA: BIOARTE, BIOTECNOCIÊNCIAS E METACRIAÇÃO










Palestra:

"Bioarte, Biotecnociências e Metacriação"

Dr. José Luis Garcia (Universidade de Lisboa - Instituto de Ciências Sociais)

Local: IHAC - PAF III

Dia e Horário: 14 de setembro de 2009 - segunda-feira - 17 às 18:30 horas

"Sob a condição pouco estabilizada do termo “bioarte” pode encontrar-se um campo muito diverso de formas de expressão e de práticas estéticas que converteram as bio-tecnociências em “sujeito da arte”. Biotecnologia, engenharia biológica, engenharia biomédica, tecnologias reprodutivas, procedimentos computacionais, linguagens de programação, técnicas de robótica, entre várias áreas tecnológicas que convergem em diferentes domínios, são tomadas por propostas estéticas que abrangem quer estratégias representacionais baseadas na recontextualização e recriação da iconografia própria das biotecnociências, quer a incorporação das suas técnicas, contexto laboratorial e materiais, incluindo o “material vivo”como art medium.Na comunicacao que iremos apresentar é nosso propósito tracar a cartografia da bioarte no quadro de uma tentativa de compreensao da multiplicidade de experiências estéticas associadas às bio-tecnociências e ao dinamismo que a anima nas últimas décadas."

Prof. Dr. José Luís Garcia é licenciado e mestre em Sociologia pelo ISCTE (Lisboa, Portugal) e doutor em Sociologia pela Universidade de Lisboa, após ter feito estudos doutorais na London School of Economics. Actualmente, é investigador do quadro do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e responsável pelo doutoramento em sociologia desta universidade. A par da carreira de investigação, tem ensinado no ISCTE (estudos de comunicação), na licenciatura em Ciências da Saúde (Faculdade de Medicina e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), na Faculdade de Medicina Dentária (sociologia da saúde e da medicina) e na Universidade de São Paulo (sociologia da ciência e da tecnologia). É autor de dezenas de artigos e capítulos de livros publicados em Portugal e no estrangeiro sobre temas como teoria social (especialmente sobre Georg Simmel), implicações sociais, políticas, estéticas e éticas das tecnociências, tecnologias da informação e mass media, incerteza e ambiente.

Entre outros livros, publicou Estudos sobre os jornalistas portugueses. Metamorfoses e encruzilhadas no limiar do século XXI, em 2009, Razão, Tempo e Tecnologia: Estudos em Homenagem a Hermínio Martins em 2006 e Dilemas da Civilização Tecnológica em 2003, ambos em co-organização. Em 2006, editou com Hermínio Martins o número temático da revista Análise Social “Tecnologia: Perspectivas Críticas e Culturais”, n.º 181, vol. XLI. Desde 2007, é vice-presidente da Comissão de Estudos Pós-Graduados do ICS-UL, tendo sido, em 2008, um dos responsáveis pela criação do curso de doutoramento em Sociologia. Dirige no ICS, em conjunto com o SOCIUS do ISEG, o Ciclo de Conferências em “Tecnociência, Risco e Responsabilidade”. É colaborador das revistas Análise Social, Revista Española de Sociologia, Revista Iberoamericana de Ciência, Tecnologia y Sociedad, Scientiae Studia: Revista Latino-Americana de Filosofia e História da Ciência, Dados: Revista de Ciências Sociais. Desde Janeiro de 2009, é membro da Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC) nomeado por despacho da Ministra da Saúde. enil e migrações.


SEMINÁRIO INTERSEÇÕES CORPO E OLHAR

































http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.ImageServlet?imageCode=8174&imageFormat=1

sexta-feira, setembro 04, 2009
























8º Encuentro Anual de la Red Sudamericana de Danza

16 al 21 de setiembre / 2009

Salvador de Bahía - Brasil


Las actividades RSD en Bahía se realizarán en las instalaciones de la UFBA:
Av. Ademar de Barros, s/n, Ondina. SSA-BA


Cuadro de PROGRAMACION Encuentro RSD 09.doc

Epistemologia del Sur: Ecologia de los Saberes en la Red Sudamericana de Danza
Una de las jornadas del encuentro estará destinada al tema EPISTEMOLOGÍA DEL SUR.
Puedes ver información sobre este tema y participar con tus comentarios entrando aquí

TALLERES RED en MOVIMIENTO en Encuentro RSD 09.doc


INSCRIPCIONES.doc



(português abaixo)

El 8º encuentro de la Red Sudamericana de Danza (Salvador – 16 al 21 / 09), en colaboración con la 1º Plataforma Internacional de Dança da Bahia ofrecen una imperdible instancia de intercambio, reflexión, arte y capacitación para profesionales de la danza. La participación es gratuita y abierta a todos los interesados.

Este año el Encuentro tendrá tres ejes principales:
- aproximación entre Universidades de danza de América Latina
- intercambio artístico
- reflexión sobre actitudes políticas en la danza según una “ecología de saberes”

Teniendo en cuenta una perspectiva de continuidad, el trabajo sobre estos grandes temas será apoyado con talleres de capacitación en trabajo en red y tecnologías de comunicación a distancia. Estas capacitaciones son ofrecidas anualmente por la RSD siendo estos ejes transversales en los contenidos de todos sus encuentros.
Aparte de los momentos de capacitación durante el evento, este año sumaremos dos días post encuentro para una capacitación intensiva.

La Plataforma Internacional de Dança da Bahia en su primera edición, procura atender objetivos más abarcativos que los de muestras escénicas, por eso enfoca su atención en las conexiones latinoamericanas y colabora con la programación del 8º Encuentro Anual de la RSD.

+ info: claratrig@yahoo.com.br
movimientolaredsd.ning.com/profile/ClaraFTrigo

http://movimientolaredsd.ning.com/profiles/blogs/8-encuentro-anual-de-la-red
http://movimientolaredsd.ning.com/profiles/blogs/8-encuentro-anual-de-la-red

quinta-feira, agosto 20, 2009

Apontamentos sobre o Homem Pigmento Floresta











Apontamentos sobre o Homem Pigmento Floresta

por Ítala Clay · 20/08/2009


Encontros são enriquecedores. Bons encontros são maravilhosos. Soube da existência do Coletivo Difusão Digital no início deste ano (2009), durante a passagem da Caravana Rumos Itaú Cultural 2009 por Manaus, no contexto das palestras de Christine Greiner sobre a importância do corpo nos processos de criação em arte contemporânea, e de Marcelo Evelin sobre processos de criação na dança. Ocasião em que fui convidada para a Mostra de Videodança 2 e pude perceber a proposta e o trabalho de seus integrantes: artistas das mais diferentes áreas, agregados em torno da investigação, mapeamento e produção de trabalhos entre as artes e a tecnologia, e mais especificamente a videodança. Interessante por ser um coletivo que vem realizando suas produções por meio de processos colaborativos, reforçando os valores do trabalho em parcerias, na contramão das práticas agonísticas das disputas pessoais e dos egos sobressaltados. Simplesmente querendo estar junto e ver o que acontece. Interessante ainda porque sendo difusão, busca a irradiação do que é produzido de uma maneira mais contundente, investindo na ampliação das conexões entre as produções locais em contextos nacionais e internacionais, além de promover atividades diversas, como grupos de estudos, seminários, oficinas e laboratórios experimentais.

No entanto, este texto não é sobre o Difusão Digital, mas sobre um artista e seu vídeo, que me foram revelados pela coletânea organizada em DVD, produto da primeira mostra de videodança realizada pelo coletivo. Trata-se do Homem Pigmento Floresta, com roteiro e direção de Odacy de Oliveira. Formado em Educação Artística pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e atualmente professor do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), Odacy encontrou neste colégio público um espaço no qual vem construindo projetos de arte e educação desde 2002, através do Núcleo de Arte Contemporânea. Um percurso que se desdobrou em várias premiações e mais recentemente, em 2008, na criação do Grupo de Arte Contemporânea. Explorando as linguagens do teatro, performance, dança e pintura corporal, o artista busca abordar simultaneamente, de maneira poética, algumas questões sociais e ecológicas, tornando possível o desencadear de uma série de reflexões acerca da representação da cultura e da natureza na região amazônica.

No seu primeiro videodança, Homem Pigmento Floresta, é possível verificar a existência e insistência de alguns índices do que pretende desenvolver: uma natureza-ambiente longe de uma representação meramente descritiva ou decorativa. Nas palavras de Odacy, “… estou cansado de ver a representação por clichês, a peneira, as casinhas, isso tanto na dança quanto na pintura, e a minha ânsia é justamente outra coisa. A gente está trabalhando a questão ambiental, mas tenta fazer de forma diferente, e o que para mim é mais interessante é que, quem assiste acaba tendo esse desejo ecológico e, fica poético o que a gente faz.” Natureza e cultura podem então movimentar-se, prenhes de possibilidades de experimentação, articulação de sentidos, sinestesias e, embora escapem aqui e ali resíduos de uma gestualidade ambientada em práticas, por assim dizer, mais tradicionais das artes cênicas, a obra de Odacy traz um certo frescor. Aponta para outros caminhos, adensa-se em propor a abertura de novas possibilidades interpretativas para a Amazônia. Nos faz pensar, por um lado, sobre as evidentes formas de representação artística, teimosas em replicar questões que se constituem muito mais no olhar de fora, no olhar estrangeiro e menos em um processo de autorreflexão e, por outro, na autonomia do pensamento artístico, em seu caráter investigativo, mesmo que as condições sociais e políticas não sejam favoráveis.

Historicamente é oportuno lembrar que, em Manaus, durante décadas, essa busca por uma poética afastada de um regionalismo piegas, para turista ver, para vender o exotismo e o lugar comum, tem sido preocupação cotidiana entre seus moradores. O que se pode exemplificar nas falas de pesquisadores, cientistas sociais, jornalistas e artistas. Nos anos de 1970, a publicação de A Expressão Amazonense, do escritor Márcio Souza, já apontava para as más intenções dos ideais preservacionistas na região. Nesses discursos, em evidência, uma percepção utilitária e capitalista da natureza. Nos anos de 1980, as atividades de alguns grupos de dança como o Dançaviva, o Origem e o Núcleo Universitário de Dança Contemporânea (Nudac) foram relevantes para que se pudesse colocar em cena algumas questões sociais, urbanas e corporais mais latentes da época. Algo que encontra eco nos jornais locais dos anos de 1990 e se avoluma e legitima no diálogo com os intelectuais e artistas de outras áreas que não a dança, principalmente no caderno de cultura do jornal A Crítica, no qual se apresentavam constantes pautas tendo por conteúdo as polêmicas declarações cruzadas entre políticos e artistas sobre o abandono e o folclorismo das artes. Lembro ainda, para finalizar este rol de exemplos, a pertinência do ambiente ficcional do romance Cinzas do Norte, do escritor Milton Hatoum, no qual os personagens Mundo (Raimundo) e Arana nos remetem à reflexão sobre o papel do artista no confronto entre a função social da arte e a sua sujeição ao mercado. Pena que estas vozes possuam pouca exposição na mídia nacional e internacional.

É claro que não se pode negar que uma série de notícias sobre a Amazônia nos bombardeiam diariamente. No entanto, é fato que apresentam conceitos e apontam métodos de desenvolvimento que sugerem colonialismo e monoculturas, no sentido do cientista político Boaventura de Souza, na medida em que se constroi uma autoidentificação na qual nos configuramos como o ignorante, o residual, o inferior, o local e o improdutivo. As palavras em uso e as metáforas que nos definem, se, por um lado refletem legitimidade com relação às situações de degradação ambiental e exclusão social dos 25 milhões de habitantes, em muitos casos parecem refletir um discurso de salvacionismo e vitimização. A sensação é estranha… E em todos esses casos há um indicativo de passividade. O que parece levar para longe as aspirações de autonomia, bem como reforçar a ideia da impossibilidade de alternativas de transformação da realidade. Todos parecem nos conhecer, mas ninguém sabe de nós ao certo, nos imaginam, nos deduzem em termos de beneficiamento político e principalmente econômico. Pouco se fala da cultura do povo e de nosso estar no mundo como cidadãos. Ainda há um pouco do exótico e um muito de ignorância. Daí a necessidade de se trocar a lógica das monoculturas, por uma ecologia dos saberes. É por isso que o trabalho de Odacy é importante, pois o Homem Pigmento Floresta, que hoje já se desenvolveu em outras formas visuais e audiovisuais - posto que o artista continua trabalhando sobre sua proposta estética -, declaradamente não se trata de uma obra acabada, constitui-se como parte de um processo de construção artística e, como tal, solicita uma leitura no tempo. Odacy está maturando e reescrevendo, reeditando, refazendo, de modo lento e contínuo sua ideias. Para ele, este foi apenas um começo…

http://idanca.net/lang/pt-br/2009/08/20/apontamentos-sobre-o-homem-pigmento-floresta/12027/

segunda-feira, julho 13, 2009

Dança Sem Sombra 2008 - videos mais votados

Aprop
Aitor Echeverria
Espanha




Montevideoaki
Hiroaki Umeda
Japão




Cartographie 9 - La Boule d'Or
Cie. Philippe Saire, Bruno Deville
Suiça
(não consta publicação do vídeo na rede)

domingo, junho 28, 2009

MARÉS (TIDES)



Vídeo: Marés

Concepção/ Câmera/ Edição: Drica Rocha

Intérprete Criadora: Verônica de Moraes

Trilha sonora e Câmera: Som do Roque

Produção: LAMIA COLETIVO

Sinopse

O movimento das marés, o percurso das águas, ciclos da vida, fluxus... Das plataformas de ferro às esculturas de Bel Borba, das esculturas o movimento da dança, da câmera, do som, e sua relação com o ferro, as texturas, a água, os saveiros, o mar...

Sobre Marés:

O vídeo Marés, foi ambientado na exposição “Água Grande” de Bel Borba, realizado no Armazém 1, no espaço da Codeba, na Segunda Semana do Saveiro em Salvador em janeiro de 2009. Esse vídeo foi inspirado esteticamente no trabalho da fotógrafa americana Fracesca Woodman, a utilização das texturas, e o próprio movimento de caráter existencialista. MARÉS é o primeiro trabalho do Projeto “Dançando Com”, tendo Bel Borba como artista escolhido para compor a relação entre vídeo-dança/vídeo-arte com as artes visuais clássicas e/ou contemporâneas.

IN - PRESSÕES SOBRE AZULEJOS



VIDEO PRODUZIDO COM O LAMIA COLETIVO E SELECIONADO NOS FESTIVAIS -


DANÇA EM FOCO/2009 - RIO DE JANEIRO -
FRAME/2008 - PORTUGAL -
DANÇA SEM SOMBRA/2008 - PORTUGAL -
VIDEOFRONTERAS/2008 - ESPANHA -
FESTIVAL 5 MINUTOS/2008 - SALVADOR

segunda-feira, maio 11, 2009

ARLINDO MACHADO

sobre trabalhos com mediação tecnológica - trecho de arlindo machado
.
de repente nos damos conta de uma multiplicação vertiginosa de trabalhos realizados com extensa mediação tecnológica. mas o que prometia aflorar como um período intenso de descoberta e invenção logo se revelou uma fase de banalização de rotinas já cristalizadas na história da arte, quando não um retorno do conformismo e da integração como valores dominantes. o grosso da nova produção parece marcada por uma impressionante padronização, por uma uniformidade generalizada, como se o que estivesse em jogo fosse uma espécie de merchandising, na qual cada trabalho deve fazer tão somente uma demonstração das qualidades do hardware ou das potencialidades do software. em contrapartida, percebemos que nossos critérios de julgamento e crítica não se tornaram suficientemente maduros para tornar possível uma avaliação desses trabalhos em termos de sua real importância ou de sua contribuição efetiva para uma redefinição dos conceitos de arte e de cultura. qualquer bobagem feita em computador ou disponibilizada na internet causa frisson, barulho e mobilização de mídia completamente desproporcional, sem relação ao seu peso real na definição de uma arte da civilização tecnológica.

MACHADO, Arlindo. Do retorno à radicalidade in O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges. Rio de Janeiro: Rios ambiciosos, 2001.

texto retirado do blog: somdoroque.blogspot.com

Máquina e Imaginário: o Desafio das Poéticas Tecnológicas

ARLINDO MACHADO

É cada vez mais difícil pensar a produção de arte sem a presença das tecnologias da eletrônica e da informática. Esse fato é a promessa de um novo renascimento ou atesta a decadência da arte? Mantendo essa questão no horizonte de sua argumentação, o autor se ocupa em identificar os pontos de ruptura definidores de uma cultura das sociedades informatizadas em que as máquinas estão por toda parte, servindo inclusive de ferramenta para a criação artística. O livro abrange uma série de problemas da máxima atualidade, incluindo a tentativa de definição do campo das chamadas poéticas tecnológicas, as questões colocadas pela produção de imagens computadorizadas e o surgimento de suportes artísticos "imateriais", a expressão de novas formas de sensibilidade através do vídeo e da televisão, e até mesmo os efeitos da onipresença da máquina sobre nossos padrões de percepção e modelos de conhecimento.


ARTE E MÍDIA - ARLINDO MACHADO



























Made in Brasil
























A importância deste livro não se resume apenas ao seu caráter retrospectivo da produção de vídeo no Bra­sil - que comemora mais de três décadas de realizações -, mas também a sua exclusividade. Não existe no contexto editorial brasileiro uma publicação que elabo­re de maneira sistematiza­da reflexões sobre essas produções.
Ao ler o resultado deste projeto, nestas tantas linhas aqui compiladas, fica a certeza para o leitor de que o aspecto comemorativo e a sua exclusividade não são apenas circunstanciais dian­te da qualidade dos textos.
Ao abordar sob pontos de vista diversos do espec­tro desta produção, Made in Brasil - três décadas do vídeo brasileiro reLine reflexões maduras de autores que tem se destacado pela produção de conhecimento sobre o vídeo e suas relações com o cinema, a tele­visão, a literatura e as artes visuais. Somados a estes, artistas e realizadores que contribuíram para esta história complementam a pu­blicação com depoimentos sobre suas experiências e momentos pontuais de suas trajetórias.


MAIS LIVROS DE ARLINDO MACHADO:


quinta-feira, maio 07, 2009

i-arch bodies Ludmila Pimentel, Mariana Carranza


Diese Choreografie wurde von Caroline Tajib, Charlotte Marr, Claudine Villemot und Ralf Meyer Ze im Rahmen des Workshops von i-arch bodies in München, 2008 entwickeln.

DotsDance by Ludmila Pimentel and Flor Liberato
interactive dance made using software Isadora

quinta-feira, abril 23, 2009

Lançamento do Portal MAPA D2

MAPA E PROGRAMA DE ARTES EM DANÇA DIGITAL - SALVADOR- BAHIA







Lançamento do Portal MAPA D2

um espaço virtual para artistas e pesquisadores acadêmicos que atuam na área da dança com mediação tecnológica

evento de abertura com videoconferência de:



Rosa Sanchez e Alain Baumann (Konic LAb) Barcelona/Espanha.



Local: Sala de Videoconferência do PAF I, dia 29/04 às 15 horas



Participação de público virtual em Belém (UFPA), Fortaleza (Vila das Artes), Cataguases/MG (Fabrica do Futuro), São PAulo (Acervo MAriposa), Santa Catarina (UFSC), Porto Alegre (Usina), Lisboa (TeDANCE/FMH) e Espanha (Mercat de Flores).

KONIC THTR

Cherrybone bulimia

One of the video used during the interactive dance piece Cherrybone. Cherrybone we treat about various aspect of alimentation and food. Performer : Sachiko Fullita.Konic thtr 2008. More info on www.koniclab.info/index.php?id=108&L=1

quarta-feira, abril 22, 2009

MIV - Mostra Internacional de Videodança 2008

Alguns vídeos selecionados da MIV - Mostra Internacional
de Videodança 2008, exposto aqui na galeria do Sotão73.

Drica Rocha.

Metramorphoses (part 1)/Alda Snopek
'Metramorphoses' shows the human body dealing with the constantely shifting and transforming borders of both mental and physical space.



karohano

translated - "pieces". a collaboration between south african and madagascan dancers.



Entre vírgulas da concepção ao fim

Entre vírgulas da concepção ao fim Gênero: Videodança Diretor: Alex Soares Coreografia: Luiz Fernando Bongiovanni Ano: 2008 Duração: 17 min / versão web: 10 min Cor: Colorido DV NTSC País: Brasil



Repassando


Video dança, surgiu no momento de urgencia de criaçao... Videos Improvisados. Feito por: Luciana Arcuri
Video dança,
surgiu no momento de urgencia de criaçao... Videos Improvisados.
Feito por: Luciana Arcuri
Categoria: Filmes e desenhos
Palavras-chave:
Video Dança Repassando




Are you for Real?

We just finished a music video for the ambient ohio band "Low in the Sky"
The music video has also doubled as a dance film under the titles "Bleu and the more FX based version "Bleu:Redux". The video was a sucessful collaboration between Cheographer and dance filmaker Cari Ann Shim Sham* and Eyestorm founder Kyle Ruddick. Check out more music from "Low in the Sky" at http://www.myspace.com/lowinthesky




POSSIBLE DANCER

ecently selected for 2008 Dança em Foco Film Festival, Rio de Janeiro, a short dance film by John Coombes
music by ForrtDax, dancer Rachel Wise





Silvina Cortés-DAME VIDRIO (escena 1)


Esta es la escena 1 del video danza "Dame Vidrio" escrito y dirigido por Silvina Cortés en 2006.
Video Danza, mediometraje de ficción, ambientado en los años ´40, grotesco, sensible y con rasgos de humor, interpretado por destacados bailarines argentinos...



ready

A short dance film by David Corbet and Paea Leach. Filmed in Perth, Australia 2006.



Study on human form and humanity #01

This work has been first shot as a video performance on a theater stage, then it has been edited digitally. The title in fact refers to both the two phases of the work. As a recorded performance this work reflects on the human form. We have created a coreography based on the movements and positions of a sleeping body.
When a body is asleep it turns around like it is attempting to spin.
Moreover, we have considered dreams as a determining factor that conditions the body movements.
Digitally we have flatten the body on an old piece of paper.
The extreme importance of the piece of paper lies on the fact that this paper has been used by a person to write his/her dream.
The act of writing a dream is the clear manifestation of the uncertainty in which the human being lives his/her own existence and therefore his/her humanity.



Verde
7 colores: Verde
"La civilización, la raza humana, había desaparecido. Los titulares revelaban lo esencial.
Una epidemia desconocida que se propagó con una velocidad sin precedentes,
llevando la muerte a todas partes.

La desaparición casi completa de la raza humana no alteró las relaciones de la tierra
y el sol, la extensión y la distribución de los océanos y continentes, los periodos de
lluvia y buen tiempo.

Los hombres van y vienen, pero la Tierra permanece." "La Tierra permanece", George R. Stuart



Ephemera





Playsticity

Dancing in the Streets of Dunedin



In Limine

terça-feira, março 24, 2009

DANÇANDO NAS MONTANHAS 2009 - MUDANÇA DE LOCAL


O encontro DANÇANDO NAS MONTANHAS acontecerá de 10 a 12 de abril de 2009 ( PÁSCOA).

A proposta:

"Ó castanheiro, florecedor de grandes raízes. És a folha, a flor ou o tronco? Ó corpo que oscila com a música, ó olhar iluminador. Como havemos de distinguir o dançarino da dança?"
W.B .Yeats

A proposta é realizar um encontro para experimentar o corpo enquanto "comunicador", "sensor" e "interagente" na relação com o meio ambiente.

Com base nos princípios do Contato Improvisação o objetivo é estimular o processo de auto conhecimento, de educação e consciência ambiental.

Durante a Páscoa iremos reconher no corpo a potencialidade criativa e proprioceptiva do micro movimento e sua poderosa capacidade de sensibilizar e transmutar-se em dança.Teremos a oportunidade de vivenciar um "contato íntimo" com a natureza do nosso ser.


O encontro se abrirá com o RITO DA SEMENTE. O primeiro movimento é plantar, aterrar, interagir com o poder das sementes e com a urgente necessidade de preservação de sua originalidade.

O segundo movimento é o reconhecimento do seu ANIMAL DE PODER- o guardião do movimento vital instintivo. O terceiro movimento é expandir através dos sentidos e vivenciar na dança e na música, a arte da auto cura, da criatividade, expressividade e consciência de que somos parte integrantes de um TODO.

A DANÇA DE SHIVA será inspirada e expirada.
No Dançando nas Montanhas você poderá redescobrir o dançarino e a dança, "isto e aquilo".


Local: Cercado ( breve mais informações)
camping: R$ 15,00 diária
valor: contribuição voluntária para a Associaçao do Cercado e para o Grupo GAIA.
levar: copo, prato, talheres, barraca.