Corpo - Contato Improvisação - Artes do corpo - Videodança.

terça-feira, maio 10, 2011

sexta-feira, abril 29, 2011

Ricardo Neves: Workshop de Contato Improvisação em Salvador



















Olá amig@s!

O núcleo CISSA - Contato Improvisação Salvador - tem o prazer de convidá-los para workshop com Ricardo Neves (SP) nos dias 25, 26, 27 e 28 de maio de 2011!

Será uma oportunidade de investigar o próprio movimento, entrar em contato com os conhecimentos de princípios do Aikidô e aprofundar a prática de contato improvisação.

Quando?
25 e 26 (quarta e quinta) - das 19 às 21:30h
27 (sexta) - Jam das 20 às 21:30h
28 (sábado) - das 10 às 13h e das 14 às 17h

Onde?
Espaço Kryacura, Rua Democrata, 21, 2 de Julho
(Em frente ao clube Fantoches)

Investimento
Valor do workshop: R$100,00

Contamos com seu apoio para divulgar entre os amigos e ajudar a disseminar esta prática de dança conhecida como contato improvisação.

Eline Gomes, Hugo Leonardo e Drica Rocha


Lembrete: Aproveitamos para lembrar que agora temos jams semanais na Escola de Dança da UFBA, toda sexta-feira, de 20 às 21:30h. Gratuito.


Inscrições abertas

Vagas limitadas


Inscrições e mais info: Eline Gomes - capituline@gmail.com


A escuta do pré-movimento

A intenção premedita a nossa ação.

Tudo que sentimos ou pensamos, gera movimento.

A energia segue a intenção e o corpo segue a energia.

Desenvolveremos a sensação do movimento antes que ele ocorra fisicamente.

Sentindo o caminho da energia dentro do seu corpo, todos que se aproximarem de você também sentirão.

Praticaremos exercícios de relaxamento e de respiração e a aplicação em alguns movimentos baseados nos princípios do Aikidô e do contato improvisação.

Ricardo Neves (São Paulo)

Dançarino e ator. Diretor artístico do Encontro Internacional de Contato Improvisação de São Paulo.

Praticante de Aikido, desde 2006. Estudou Contato Improvisação com: Tica lemos, Steve Paxton, Nancy Stark Smith, Andrew Harwood, Cristina Turdo, Martin Keogh, Gustavo Lecce, Daniel Lepkoff, Nita Little, Ray Chung entre outros.

Performou com Daniel Lepkoff, Andrew Harwood, Tica Lemos e Nita Little.

Professor de Contato desde 2001.

Lecionou aulas nos Festivais Internacionais de Contato Improvisação da Argentina, Uruguai, Rio de Janeiro, Brasília, Natal, Porto Alegre e Florianópolis. Criador e intérprete de solos de improvisação.



Ricardo Neves
PROFESSOR E DANÇARINO DE CONTATO IMPROVISAÇÃO

Blog : http://encontrointerdecontato.wordpress.com/

Dia da Dança!!!! Dia D!

Jams de Contato Improvisação em Salvador!

Todas as sextas-feiras: 20:00 as 21:30, sala 4, Escola de Dança da Ufba.


sexta-feira, março 04, 2011

2ºENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA (ANDA)




ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA – ANDA
II ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA DA ANDA2011
DANÇA: CONTRAÇÕES EPISTÊMICAS
CHAMADA PARA ENVIO DE RESUMOS - DATA LIMITE: 27 DE MARÇO
Data limite para envio do aceite: 15 de abril
O II ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA DA ANDAserá realizado nos dias 21 e 22 de maio de 2011, na Escola de EducaçãoFísica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na ruaFelizardo nº 750, bairro Jardim Botânico em Porto Alegre.
O eixo temático Contrações Epistêmicas se refere a tópicos englobados notipo de fecundação gerada na dança por outros saberes, que podem promovera ampliação do conhecimento em dança.
O eixo temático Contrações Epistêmicas norteará os seis comitês temáticosdesignados como: 1) Produção de Discurso Crítico; 2) Dança e MediaçõesEducacionais 3) Dança e (em) Política 4) Dança em Configurações Estéticas 5)Interfaces de Dança e Estados do Corpo 6) Memória e Devires em Linguagemde Dança.
Os resumos deverão apresentar assuntos que os pesquisadores julguempertinentes a um dos comitês temáticos e deverão conter:
a) 500 a 800 caracteres sem espaço;
b) palavras-chave: quatro a seis;
c) O RESUMO deverá ser enviado aos coordenadores dos comitês temáticosque, juntamente com membros da diretoria, adicionado mais um pesquisadorconvidado, farão a avaliação:
1) Produção de Discurso Crítico sobre Dança' – Joubert de Albuquerque Arraisjoubertarrais@gmail.com
2) Dança em mediaçõeslenira@rengel.com.br
3) Dança e (em) Política – Gilsamara Moura – gilsamaramoura@gmail.com
4)DançaemConfiguraçõesmarilaemovimento@hotmail
5) Interfaces da Dança e Estados do Corpo – Rita Voss riberita@gmail.com
6) Memória e Devires em Linguagens de Dança – Renata Ferreira Xavier
educacionais
rfxxavier@ig.com
d) Os resumos deverão ser enviados aos respectivos comitês até 27 de marçode 2011. Todos os RESUMOS selecionados serão apresentados ou em
forma de pôster, ou comunicação oral conforme determinação do comitêavaliador.
As cartas de aceite dos resumos serão enviadas até dia 15 de abril.
ATENÇÃO:
1. Após o envio do seu resumo você RECEBERÁ INSTRUÇÕES DE COMOPROCEDER PARA EFETUAR o pagamento da taxa de anuidade e maisoutras informações importantes.
2. Será necessário o pagamento da taxa de anuidade para o II Encontro paraque haja a publicação de seu RESUMO.
VALORES DAS TAXAS
1. Taxa de anuidade:
Associados R$ 50.00;
Novos Associados: R$ 70.00.
2. Taxa de inscrição: R$ 20,00 para todos participantes que não apresentarãotrabalhos no II Encontro da ANDA.
Maiores informações:
Comgrad/Dança Fone: (51) 3308.5880 (51) 9909.4281
2encontroanda@ufrgs.br
Aguardamos seu contato, com seu resumo, e até bem breve!
e
lisete.vargas@ufrgs.br
Atenciosamente
Diretoria / Conselho Consultivo
Apoio: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Escola de Educação Física
Curso de Licenciatura em Dança

domingo, fevereiro 27, 2011

terça-feira, dezembro 14, 2010

segunda-feira, novembro 29, 2010

CORPOCIDADE 2010

Salvador sedia segundo debate do Corpocidade

Interessados em participar poderão se inscrever no local ou acompanhar a transmissão on-line

Em sua segunda edição, o Corpocidade: debates em estética urbana 2, realiza dois encontros gratuitos e abertos ao público: o primeiro já aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 22 deste mês, e o próximo será no Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, sempre a partir das 9h, nos dias 29 e 30 de novembro. As inscrições para ouvintes poderão ser feitas presencialmente e estão limitadas à capacidade dos auditórios. Além disso, os debates também poderão ser acompanhados pela internet, em tempo real, através de um link disponível no site www.corpocidade.dan.ufba.br/2010 e no blog corpocidade.wordpress.com. ­­­­A participação on-line à distância poderá ser feita pelas mídias sociais, através do blog, ou perfis no twitter e facebook.

Estarão presentes, como debatedores, o diretor e coreógrafo do grupo Cena 11 Alejandro Ahmed; o professor de Psicologia da Universidade Federal Fluminense Luis Antonio Baptista; o arquiteto e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Pasqualino Magnavita; a socióloga e professora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ana Clara Torres Ribeiro; a socióloga e professora da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) Cibele Rizek; a pesquisadora do Centro de Pesquisa sobre o Espaço Sonoro e o Ambiente Urbano da École Nationale Supérieure d’Architecture de Grenoble (França) Rachel Thomas e os artistas plásticos Gaio Matos e Cristiano Piton (coletivo GIA).

Também participaram dos debates uma representante da Maré, Rio de Janeiro, Shirley Rosendo (Redes de Desenvolvimento da Maré) e de Alagados, em Salvador, Jamira Muniz (Espaço Cultural Alagados). São curadoras do Corpocidade: a crítica de dança e professora da Ufba, Fabiana Dultra Britto, a arquiteta, urbanista e professora da Ufba Paola Berenstein Jacques e a arquiteta, urbanista, historiadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Margareth Pereira.

O Corpocidade: debates em estética urbana 2, é realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Dança e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia e foi contemplado pela seleção pública de debates presenciais do Programa Cultura e Pensamento 2009/2010.

Mais informações: www.corpocidade.dan.ufba.br/2010 | http://twitter.com/corpocidade | http://pt-br.facebook.com/people/Corpocidade-Plataforma/100001501851629

terça-feira, outubro 05, 2010

I MOSTRA ITINERANTE DE ARTES VISUAIS - VISIO.

Estarei expondo os vídeos: Marés, In_pressões sobre Azulejos (Lamia Coletivo), En.Carne na I mostra itinerante de artes visuais VISIO.

Apareça,

06 de outubro a 20 de novembro
Galeria Pizzicato Pizzeria
Salvador - Bahia


Abraços,

Drica Rocha.


O projeto VISIO. apresenta sua I Mostra Itinerante de Artes Visuais.

A exposição coletiva apresenta novas obras de artistas que participaram edição piloto de setembro no ICBA.
Uma boa oportunidade de conhecer melhor seus trabalhos num ambiente com outra configuração, que, além de descontraído é regado a uma boa gastronomia: a Pizzicato Pizzeria (recém-inaugurada no Caminho das Árvores), um dos parceiros permanente do Atelier Coletivo VISIO.


A mostra será aberta ao público na quarta-feira, dia 06 de outubro às 19h30 e permanecerá até de 20 de novembro. A visitação acontece de terça a domingo, das 18h30 às 23h.

Serão expostos desenhos, pinturas, fotografias, instalação e videos dos artistas:


IANSÃ NEGRÃO
FILIPE CARTAXO
DANILO BANDEIRA
BRUNO MARCELLO
DRICA ROCHA
TUTI MINERVINO
ANITA DOMINONI
MAY AKA HAPPY DOWNLADY
FLÁVIA BOMFIM
GRUPO ECOARTE
MARCELEZA DE CASTILHO



domingo, outubro 03, 2010

III Seminário Internacional sobre Dança, Teatro e Performance 3 A 7 DE NOVEMBRO DE 2010 Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas Universidade Federa


III Seminário sobre Dança, Teatro e Performance

O Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, coordenado pela Profa. Dra. Antonia Pereira, em parceria com Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica: Corpo, Imagem, coordenado pela Profa. Dra. Ivani Santana, e o Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos, todos pertencentes a Universidade Federal da Bahia, realizam o III Seminário Internacional sobre Teatro, Dança e Performance...SAIBA MAIS

segunda-feira, setembro 13, 2010

segunda-feira, julho 05, 2010

sexta-feira, julho 02, 2010

ENTRECORPOS

TEATRO SOLAR BOA VISTA - SALVADOR, 09 E 10 DE JULHO DE 2010, 20H.

http://entrecorpos.blogspot.com
























Performer - corpo: Sandra Corradini
Performer - som: Mateus Dantas
Performer - imagem: Drica Rocha
Documentação vídeo: Paula Carneiro
Montagem: Coletivo OSSEO

A todo momento

O corpo se ajusta.

Mil cadeiras imbricadas.

Um respiro aqui, outro ali:

O espaço da instabilidade.

Um som possível...

O apoio, o pé, o monte,

O desastre, o encaixe.

A percepção:

Eutudo.

Segura e testa!

Suspende

O centro.

Desloca

O peso,

A perna.

O foco.

A mão alcança,

A garra agarra,

O bíceps contrai.

A pele, o suor.

O cansaço repousa.

Eu

Lento

Sento

Disforme.

Ego-centro:

Estável-instável.

(Sandra Corradini)

quarta-feira, junho 30, 2010

ACONTECEU O FESTIVAL DE CONTATO EM SALVADOR


Aconteceu de 21 a 27 de junho de 2010, o primeiro Festival de Contato Improvisação de Salvador!!!

Agradecimentos a Hugo Leonardo pela iniciativa, dedicação, organização, e pelo acontecer lindamente desses dias juntos de contato!!!

Agradecimento também por confiar que a JAM -LAMA caberia acontecer no Festival! Foi Lindo!!!

(fotos lindas que Tinu organizou nesse link abaixo!!!)
http://www.hifiart.ch/TINU/SALVADOR/BEACH/index.html

Breve teremos videos!!!

Beijos saudosos de tanto movimento, encontros e danças!

Drica Rocha.



foto: Keu Ribeiro



POR HUGO LEONARDO

Aconteceu lindamente... acabou... se é que acaba... de repente estou sozinho em casa!
Com uma sensação imensa de abundância e um sorriso em cada célula, sorrisos de diversos tons, uns escancarados outros mais serenos.



Gratidão.


foto: divulgação


Aos poucos as emoções, as recordações, as sensações irão apontar ligeiramente em alguma sequência de palavras nestes blogs, num email coletivo ou pessoal, numa argumentação mais empreendedora seja na universidade, no estúdio ou nas pastinhas debaixo do braço para fazer acontecer outras tantas danças.

As fotos e as imagens estão chegando, e vocês já podem curtir algumas no link http://www.hifiart.ch/TINU/SALVADOR/index_pt.html que o Tinu cuidadosamente estabeleceu.

Um pouco daquilo que foi o assim desta passagem em Residência Artística de Tinu, Vanessa, Claudia e Guy, quarteto enriquecido e elevado ao poder do sete com Fernando, Hary e Camilo, os quais generosamente atenderam ao meu convite que possibilitou estabelecer esta aldeia entusiasmada, deleitosa e harmonica de cerca de 70 pessoas em nosso Festival, mes de junho de 2010, Salvador da Bahia de Todos os Santos.
http://emcomtato.blogspot.com/

sábado, junho 12, 2010

FESTIVAL DE CONTATO IMPROVISAÇÃO / SALVADOR - BAHIA


http://contatofestivalsalvador.blogspot.com/

Inscrições prorrogadas para o I Festival Internacional de Contato Improvisação da Bahia

Interessados têm até 18 de junho para se inscreverem em oficinas, cursos e workshops gratuitos.


As inscrições para o EmComTato – I Festival Internacional de Contato Improvisação da Bahia estão abertas até o dia 18 de junho. O evento acontece entre os dias 21 e 27 de junho no Complexo Cultural Biblioteca dos Barris, inserindo a capital baiana no circuito internacional de festivais dedicados à pratica de dança em Contato Improvisação. Os interessados devem enviar carta de intenção e currículo para o email: hugoleon73@hotmail.com.

O festival, contemplado pelo prêmio FUNARTE de Dança Klauss Vianna 2009, oferece aos participantes oficinas, cursos e workshops com artistas, perfomers e professores consagrados na prática do Contato Improvisação. Entres os destaques: Tinu Hettich (Suíça), Vanessa Cook (Inglatera), Guy Aloni (Israel- Espanha), Claudia Roemmel (Suiça), Hary Salgado (Venezuela), Camilo Vacalebre (Itália – Brasília), Fernando Neder (Rio de Janeiro) e Hugo Leonardo (Salvador).

Ao todo são 40 vagas, reservadas para residentes do estado da Bahia. Os critérios de seleção favorecem profissionais ou estudantes de dança, praticantes de Contato Improvisação, educadores ou outros interessados em artes ou técnicas terapêuticas do corpo. O resultado será divulgado até o dia 20 de junho, através do blog: www.contatofestivalsalvador.blogspot.com.




Sugestão de fonte:

Hugo Leonardo

Diretor Artístico

(71) 9609-0660

hugoleon73@hotmail.com

quinta-feira, maio 13, 2010

| VIDEODANZABA 2010

| VIDEODANZABA 2010
Call for entries: videodance and documentaries
DEADLINE: JUNE 15, 2010
Only 4 weeks to go. Don't forget to send us your piece!

The International Festival VideoDanzaBA opens its call for videos
for its twelfth edition, to be held September 4 to 12, 2010.


Pieces must be registered online at www.VideoDanzaBA.com.ar

Then they have to be delivered until June 15, 2010 to:
FESTIVAL INTERNACIONAL VIDEODANZABA
CENTRO DE INVESTIGACION CINEMATOGRAFICA
Benjamín Matienzo 2571 (C1426 DAU) Buenos Aires – Argentina


Jury for videos: Rodrigo Alonso, Diego Terotola, Silvina Szperling

We have a new online entry form, a simpler one! Check it up at our renovated website.
We are waiting for your piece!

Entries already submitted are valid. It's not necessary to send again any documentation or material for already submitted videos.

VideoDanzaBA is supported by INCAA, INT, CCEBA, AECID, British Council, Prince Claus.

--
Carolina Carvajal L.
Coordinación
Festival VideoDanzaBA
contacto@videodanzaba.com.ar
www.VideoDanzaBA.com.ar

VIDEODANZABA 2010

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Jury for videos: Rodrigo Alonso, Diego Terotola, Silvina Szperling

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Carolina Carvajal L.
Coordinación
Festival VideoDanzaBA
contacto@videodanzaba.com.ar
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quinta-feira, abril 29, 2010

convocatoria festival la menage 2010

Estimados


En este breve mail, quisiera comunicarles, que después de mucho trabajo y complicaciones, se confirma la VII Edición del Festival de Nuevas Tendencias LA MENAGE, en Córdoba, desde el 17 al 22 de Agosto de 2010, en las instalaciones del Teatro Real de la Ciudad de Córdoba.


Este espacio es un evento especial que se viene realizando en la Ciudad de Córdoba desde el año 2003 y permite: que los artistas de artes escénicas que realizan sus propuestas artísticas a partir del movimiento, puedan presentar sus creaciones, ver espectáculos, participar de mesas debates, tomar clases con reconocidos profesionales de la actividad. Así como también, permitir el contacto con el público que año a año crece indiscutiblemente..


Adjunto las convocatorias habituales para “ESPECTÁCULOS” y el “CICLO NUEVOS CREADORES”. Y renuevo la convocatoria después de la exitosa experiencia del año anterior del Ciclo “SOLOS AL ATARDECER” así como también el Ciclo “CALLE EN MOVIMIENTO”
En fecha más próxima a la realización del Festival se enviarán las invitaciones para los seminarios y workshop que se realizarán durante el mismo


Obviamente todo esto trae más actividad, por lo que se necesitan más brazos para concretarlas, así que hago una convocatoria para PASANTÍAS que se desarrollarán durante el festival.


Les agradecería que difundieran la información.
Las convocatorias vencen los primeros días de Junio excepto para Pasantías que vence en Mayo.


Muchas gracias por su ayuda. Cualquier duda se comunican vía mail a: lamenagefestival@gmail.com


Un abrazo
Marcelo Massa
Director del Festival
La Menage

quarta-feira, abril 28, 2010

VIDEODANÇA

Luciana Ponso

Introdução

Pesquisar sobre o tema “Videodança” é um desafio instigante. Esta recente linguagem não traz conceitos fechados ou definições encerradas sobre o tema. Porém em determinado momento da contemporaneidade as duas linguagens, vídeo e dança, cruzaram-se de tal forma que hoje existem mais de 30 mostras internacionais e algumas nacionais que exibem e discutem essa nova linguagem.

A proposta dessa pesquisa busca relacionar alguns pontos que podem auxiliar na reflexão e na discussão da importância que a “Videodança” tem no contexto atual da dança contemporânea e das artes visuais e eletrônicas.

Assim, a pesquisa divide-se em partes:
1) Interface entre vídeo, cinema e dança
2) Videodança: possíveis definições
3) Videodança: tendências e possibilidades
4) Mostras nacionais e internacionais
5) Bibliografia

Com bibliografia ainda restrita sobre Videodança, buscou-se para realizar a pesquisa, informações nos depoimentos de realizadores, coreógrafos e videomakers. Este material será utilizado para a realização de um documentário a ser concluido em parceria com a Cavídeo, sob orientação de Rodrigo Maia (co-pesquisador da presente pesquisa), Caví Borges e Luciana Ponso.

1)Interface entre vídeo e dança

É preciso pensar como as novas tecnologias estão transformando a nossa experiência de espaço e, assim, o que é o movimento. Desde o telégrafo, foi possível dissociar a transmissão de informações de deslocamento no espaço dos homens. Na sequência, o rádio, a televisão, o computador, a internet e a realidade virtual, cada um a seu modo alteram a distinção entre o próximo e o longínquo e, deste modo, a separação entre o real e o imaginário. Chegamos assim ao nosso mundo, onde o simultâneo não se define mais pela extensão perceptiva e motora do corpo; depende, sim, da velocidade e conexão na transmissão de informações. A novidade propiciada pelas novas tecnologias é a dissociação entre contiguidade e simultaneidade, a condição da interação. Não é preciso que haja proximidade espacial para os homens poderem interagir.
(Paulo Vaz e Maurício Lissovsky)

O ponto em comum entre vídeo e dança é o fato de que ambos tratam de imagem e movimento, porém a abordagem de corpo e movimento se dá de maneiras distintas. A dança filmada e a dança ao vivo tem diferenças fundamentais. Quando há ausência do corpo ao vivo o resultado no vídeo é bidimensional provocando uma menor profundidade no campo de visão do que na dança ao vivo. O efeito de distância, se a figura está longe ou perto é sobreposto ao efeito de tamanho, se a figura está pequena ou grande em relação a tela. No vídeo perde-se a imediação física e cinestésica do corpo. A gravidade, o peso, o esforço, o impulso do movimento fazem menor sentido e a trilha sonora recupera uma presença mais física: utilizam-se por exemplo sons de respiração, sons do corpo se movendo ou se arrastando pelo chão. No cinema narrativo a trilha sonora é usada como suporte emocional da narrativa ou como pano de fundo da cena enquanto que em um video de dança a trilha sonora ocupa uma função estrutural.

Quando há presença da câmera, podemos notar que o tamanho da tela define o campo de visão selecionando necessariamente o que se vê. Enquanto que na apresentação ao vivo, o olho do espectador pode mover-se livremente, no filme o olhar é determinado pela câmera. Mas se por um lado essa câmera traz limites ela também abre outras possibilidades como por exemplo a edição. O mesmo movimento pode ser exibido de várias maneiras sem a preocupação com a lógica física ou temporal. O vídeo conta com numerosos efeitos como: imagens superpostas, câmera lenta, close, inversão de imagens, animação e cria assim possibilidades para gerar a sensação tridimensional numa tela bidimensional.

2)Videodança: possíveis conceitos

Videodança é uma linguagem que associa corpo, espaço e movimento com a linguagem do vídeo. Cada um desses elementos desencadeiam inúmeras possibilidades próprias e de relações entre si.

Definir Videodança na sua essência parece ser tarefa difícil e desnecessária em tempos de experimentações, redescobertas e transformações entre as artes. Entretanto, constata-se a Videodança como linguagem apesar de suas fronteiras estarem abertas. Sendo uma linguagem, as características mais essenciais podem ser percebidas sem que se encerre ou segmente as suas potencialidades.

Podemos pensar em Videodança como uma produção em que há o cruzamento de duas linguagens: vídeo e dança. O pensamento do coreógrafo e do videomaker estão agregados de tal maneira que não podem ser dissociados. O trabalho se bifurca nas especificidades da dança e do vídeo mas volta a um ponto comum. O corpo se relaciona com o espaço do vídeo e o vídeo exerce alguma função que deve ser essencial. O resultado é um vídeo e deve se resolver por si só.

Já o registro de dança é eficaz quando torna possível que a coreografia seja vista fora do âmbito teatral ou onde quer que ela tenha sido realizada. Aqui, os recursos de edição e de efeitos podem ser utilizados e até mesmo valorizar a coreografia, mas não há relação direta na criação coreográfica. O vídeo tem aplicações infinitas, mas a coreografia registrada continua sendo igual sem interferência nenhuma do videomaker na música, no ritmo ou em qualquer encadeamento coreográfico. No Videodança, o videomaker é figura fundamental e em mostras no exterior ou mesmo no Brasil há oficinas específicas para artistas de vídeo.

Questiona-se o que fez essas duas linguagens aproximarem-se. Pode-se pensar na abstração como sendo um elo de ligação entre vídeo e dança. Constituída de narrativa aberta, a dança quando se aproxima do vídeo que não é registro aproxima-se da experimentação. As escolhas que os videastas fazem quando vão trabalhar com dança passam pela experimentação. A abstração da dança possibilita inúmeras formas de inserir o vídeo. Se a dança não tivesse a narrativa aberta que tem, se tivesse cenas fechadas, talvez deveria-se usar a linguagem cinematográfica onde as possibilidades são mais restritas.

Junto a dificuldade de definir o que é dança contemporânea, está a dificuldade de incluir no trinômio corpo, espaço e movimento, que a princípio definem Videodança, que corpo, que espaço, que movimentos são esses. Para citar um exemplo, há videodanças onde a presença do corpo humano não é o essencial e a coreografia fica a cargo de outros elementos como pássaros, árvores, carros... A própria questão da presença do corpo pode ser explicada pela sua ausência. O corpo pode não estar fisicamente no vídeo mas pode ser sobre isso que o coreógrafo e o videasta estejam querendo falar. Em Ação Cultural discute-se o papel do artista plástico por exemplo, como não sendo mais o central. Junto a ele vem o papel do curador , do museu, da galeria, do público. Transportando para a dança, o corpo do bailarino parece não ser essencial para a questão do movimento.

Talvez a dificuldade de definir o que é Videodança se resolve quando o próprio artista se propõe a mostrar a obra em um determinado contexto. O vídeo tem a possibilidade de mostrar a dança onde as vezes não é possível ver: nos objetos, nos movimentos naturais, nos fluxos das coisas...

3)Videodança: tendências e potencialidades

Se antes faziam-se estudos em coreologia para registrar as coreografias, o vídeo vem revolucionar as formas de registro. Os acervos em vídeo enriquecem a história da dança e propiciam eternizar uma obra coreográfica dentro das possibilidades bidimensionais que o próprio vídeo oferece.

A tendência da contemporaneidade é brincar com as fronteiras que as ferramentas da arte oferecem. O Videodança é resultado da junção experimental de duas linguagens e o seu potencial é extenso. Para auxiliar o entendimento das tendências e possibilidades que essa ainda jovem linguagem oferece, citamos o trabalho desenvolvido pela AMCD- Andrea Maciel Cia de Dança que vem utilizando as artes visuais e eletrônicas em seus espetáculos e produções de vídeo.

O primeiro contato com vídeo se deu no espetáculo “Eletricidade” em 2002, quando este vídeo funcionava então como paisagem, como fonte de luz, como movimento virtual. E então houve a necessidade de sobrepôr as camadas do real com o virtual.

O trabalho em conjunto da coreógrafa Andrea Maciel, do videasta Paulo Mendel e do artista plástico Giorgio Ronna tornou-se indissociável desde o processo criativo inicial até as intervenções em cena. Estabeleceu-se uma linguagem intensa no conceito e na estética do trabalho. Este trabalho em conjunto se bifurca nas especificidades de cada um mas volta a se encontrar em determinado ponto.

Em “Corpo Imaterial” o movimento de filmar estava revelado na cena. Havia um duo da bailarina com o videasta e depois do evento ao vivo foi feito um vídeo com resultado bidimensional. Então havia o movimento do câmera como movimento coreográfico e o encadeamento das partes na edição resultou em um Videodança. A cena da performance usou as duas linguagens, o vídeo foi complemento para a dança e vice versa. A informação visual se materializou enquanto imagem nesses dois planos e são interdependentes a partir do momento em que foram reunidos. No caso, o vídeo resultante se sustenta como vídeo, ele não se prende a situação do plano real.

O mesmo ocorre com “Por onde os olhos não passam” que existe em versão espetáculo e versão Vídeodança. Realizado na Bahia em 2003, durante o processo criativo para o espetáculo havia paralelamente, a concepção para vídeo. O videasta estava presente durante todo o processo de ensaios e de decisões do que seria feito. Tudo que ocorreu no dia da filmagem já havia sido conversado antes. A criação, a idéia, tudo é concebido em conjunto: as imagens que serão trabalhadas e os movimentos que tem a ver com essas imagens ou que podem se associar. Muitas vezes o videasta dá idéias de dinâmicas ou movimentações e muitas vezes a coreógrafa fala de imagens. Então o editor coreografa editando e a coreógrafa edita dançando.

Em 2004 criou-se “Noisescape” (espetáculo), onde um novo recurso é inserido: a animação. Quando se trabalha dança convencionalmente trabalha-se tridimensionalmente e esse efeito pode ser encontrado na tela bidimensioal com o uso da animação. Esta obra trata do uso do vídeo no espetáculo ao vivo, mas a interação com a projeção no plano real é tão intensa que a sensação é a de que todo o conjunto está em plano virtual.

Talvez o diferencial do trabalho realizado pela AMCD, seja o fato de que não há resistência entre a coreógrafa , o videasta e o artista plástico. Não há resistência da coreógrafa quando o videasta não completa o seu movimento no vídeo, pois talvez não deva ser completado. Por outro lado a edição deve saciar a coreógrafa de alguma forma, do contrário, o trabalho resultaria insatisfatório. Há um conhecimento significativo e mútuo na amplitude dos movimentos de câmera e corporais um do outro.

A companhia procura não encerrar questões, pois está também experimentando coisas novas. Entretanto o envolvimento com a tecnologia depende de estruturas nem sempre alcançáveis. As idéias nem sempre são viáveis. Por exemplo, Philipe Decouflé realiza vídeos de alta sofisticação e trabalha com aparelhagem cinematográfica. Ele pode criar ilusões que dependem dessa tecnologia avançada. No Brasil temos uma limitação finaceira que determina uma limitação experimental.
Mesmo com a restrição estrutural, a AMCD vem firmando uma parceria com a experimentação do vídeo e da dança e essa linguagem parece ser indissociável, felizmente, ao objetivo da companhia.

4)Mostras e festivais nacionais e internacionais

O projeto Rumos Itaú Cultural Dança (SP) vem desde 2001 abrindo espaço para a linguagem de Videodança contribuindo para a especialização, estimulando a produção e difundindo obras brasileiras no próprio país e no exterior.

Na edição de 2004, o Itaú Cultural recebeu 66 vídeos dos mais diversos estados e contemplou 12 trabalhos que receberam uma oficina com a filmmaker Laura Taler. Outros 15 trabalhos foram selecionados para a mostra aberta.

No edital do evento as normas para inscrição deixam claro que não serão aceitos registros de dança e sim obras coreográficas criadas especificamente para a câmera. Afirma ainda que os projetos deverão ser concebidos cooperativamente entre um coreógrafo e um videasta. O Dança Brasil (RJ) conta com uma mostra de vídeo sob curadoria de Lionel Brum e Paulo Caldas. Na edição de 2004 criou o “Painel Brasil” quando se constatou a necessidade de abrir espaço para a produção local. Mais de 40 vídeos foram enviados para a mostra, dos quais 15 foram selecionados. A mostra contou também com a palestra do jornalista londrino Sanjoy Roy, especialista em dança contemporânea e firmou parceria com o British Council e com o centro de referência da dança contemporânea britânica e mundial, o The Place e seu departamento dedicado a filmes de dança, o Videoworks.

O Dança em Foco (RJ) também com curadoria de Lionel Brum e Paulo Caldas tem o objetivo de aproximar o vídeo e a dança, abordando os elementos do vídeo no palco e do Videodança. Na edição de 2004 (segunda edição) conta com oficinas, mostras e palestras ministradas por Tamara Cubas e Willy Donner.

O Correios em Movimento com curadoria de Giselle Tápias, conta com uma programação permanente de vídeo desde 1999. E na edição de 2004 dedica uma mostra específica de Videodança.

Entre os principais acervos de Videodança podemos citar:

CICIT-Centro de Informação e Cultura Internacional Tápias
www.espacocafecultural.com.br
Itaú Cultural
www.itaucultural.org.br
TV Cultura
www.tvcultura.com.br
British Council
www.britishcouncil.org.br

As principais mostras internacionais de Videodança são:
ADF Dance for the Camera Festival
www.americandancefestival.org/
Dance Screen
www.imz.at/
Dance on Screen (Londres, Reino Unido)
www.theplace.org.uk/
Il coreografo electronico (Nápoli, Itália)
www.napoli.com/napolidanza
Moving Pictures
www.total.net/~movingpix
Riccione TTV Festival (Itália)
www.riccioneteatro.it/
SK Culture Foundation Cologne (Alemanha)
www.sk-kultur.de/videotanz
Tanz performance koeln
www.rheintanzmedia.net/
Ultima film Dans for Kamera (Oslo, Noruega)
www.dance.no
Mostra de VideoDansa
cultura.gencat.net/videodansa
Videodanse (Paris, França)
www.cnac-gp.fr/
Monaco Dance Forum
www.mddf.com/
Dance for the Camera Festival (Utah, EUA)
www.dance.utah.edu/
TTV FESTIVAL riccione ttv - performing arts on screen (Bolonha e Riccione, Italia)
www.riccioneteatro.it/
Video Dance Festival (Athenas e Thessaloniki, Grécia)
www.filmfestival.gr/
Dance on Camera Brighton, UK (Reino Unido)
www.southeastdance.org.uk/
Grand prix international Vidéodanse (França)
www.video-danse.org/
Dancescreen/imz (Vienna, Austria)
www.dancescreen.com/
« Il Coreografo Elettronico » Napolidanza (Napoli, Itália)
www.napoli.com/napolidanza
Moving Pictures Festival (Toronto, Canada)
www.movingpicturesfestival.com/
Dance on Camera Festival (Nova York, EUA)
www.dancefilmsassn.org/
Festival Internacional de Video-danza de Buenos Aires
www.videodanzabsas.com.ar
Festival Internacional de video-danza del Uruguay
www.perrorabioso.com

5)Bibliografia

Coelho, Teixeira. Dicionário crítico de política cultural. São Paulo, Iluminuras: 1999.
Hall, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro, DP&A Editora, 2002.
Miranda, Regina. Dança e tecnologia. Lições de dança, Rio de Janeiro, n. 2, p. 11-142, 2000. Bibliografia: p. 142 (12 ref.)
Vaz, Paulo; Lissovsky, Maurício. A vida na tecnologia. Lições de dança, Rio de Janeiro, n. 1, p. 25-59, 1999. Bibliografia: p. 59 (11 ref.)
Sites pesquisados:

http://www.britishcouncil.org.br

http://www.theplace.org.uk

http://www.itaucultural.org.br

http://www.dancab.com.br

http://www.zemos98.com

http://www.flowerpower.com.uy

http://www.movimiento.org

http://www.martinmolinaro.com.ar

http://www.videodanzaba.com.ar/festival2004

http://www.roblist.com

http://www.demolitionincorporated.com

http://www.filmfestival.gr/videodance/uk/index.htm

http://videodanca.wikispaces.com/Pesquisa+-+Luciana+Ponso

Os passos da vídeodança

Cultura - Os passos da vídeodança


O acervo Mariposa conta com
300 títulos.
Muito mais do que o mero registro de coreo­grafias ou espetáculos, a vídeodança, hoje, é uma expressão artística ampla e diversa. Além do viés documental, com caráter de preservação e memória, também é recurso e instrumento de linguagem de coreógrafos sintonizados com a multimídia. Nos últimos tempos, grande número de adeptos usa os recursos da filmagem para associar corpo, movimento e imagem e fazer da vídeodança uma arte autosuficiente, cada vez mais beneficiada pela tecnologia digital.

No Brasil, a vídeodança vem se desenvolvendo nos últimos dez anos, a ponto de já contar com eventos específicos como o Dança em Foco, cujo site inclui boas amostras do que se produz dentro e fora do país, sobre a produção contemporânea e autoral. Essa expansão também tem favorecido a formação de acervos abertos ao público. Embora ainda incipiente, se considerarmos o tamanho e a demanda do território brasileiro, essa tendência tem tudo para crescer. Em São Paulo, o Instituto Itaú Cultural virou referência para pesquisadores, estudantes e artistas. A mídiateca de seu centro de documentação pode ser acessada via web. Por iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, um acervo de vídeodança está sendo organizado na Galeria Olido, onde funciona a Sala de Pesquisa e Acervo do Centro de Dança Umberto da Silva. O forte da coleção, ainda em processo de digitalização para inserir catálogo na internet, é a dança contemporânea paulista. Há registros recentes de aproximadamente 300 espetáculos. As consultas podem ser agendadas pelo telefone (11) 3397-0172. Paralelamente, existem as coleções individuais, restritas a profissionais da área.

Bom exemplo é o Acervo Mariposa, iniciativa da artista e pesquisadora de dança Nirvana Marinho. Graças a um prêmio do projeto Rumos, do Itaú Cultural, Nirvana pode conhecer, em 2001, o acervo fenomenal do Dance Collection, pertencente à Biblioteca Pública de Nova York. “A partir dessa oportunidade, me dei conta da enorme lacuna na área existente no Brasil”, comenta. Disposta a semear alguma mudança no setor, Nirvana valeu-se dos 150 vídeos de dança de sua coleção particular para dar início a um projeto de acesso público, que conquistou patrocínio de R$ 160 mil da Petrobras e já conta com 300 títulos.

Ainda sem sede própria para visitação, o Acervo Mariposa depende da internet para programar consultas. Para obter direitos dos coreógrafos e autores dos vídeos, vale-se do conceito jurídico de compartilhamento, desenvolvido pela organização Creative Commons, que oferece licenças flexíveis para obras intelectuais. A dinamização do acervo, até agora, tem sido feita por meio de eventos, que divulgam o projeto. Segundo Nirvana, a coleção já tem títulos importantes, como as coletâneas que mostram os trabalhos de Lisa Nelson e Steve Paxton. Mestre da técnica de contato — improvisação, Paxton é personalidade histórica, que participou da eclosão da dança pós-moderna nos Estados Unidos. Entre os brasileiros, Nirvana destaca o acervo completo dos trabalhos da coreógrafa paulista Zélia Monteiro, discípula de Klauss Vianna. Representando a dança contemporânea européia, há registros dos coreógrafos Jérome Bel, Xavier Le Roy, La Ribot.

Grande número de adeptos usa os recursos da filmagem para associar corpo, movimento e imagem.

São Paulo ainda é a cidade que concentra os acervos abertos mais estruturados. Mas, iniciativas como o RecorDança, de Recife, arquivo da Associação Reviva que inclui registros em vídeo, mostram que a iniciativa pode se estender por todo o país, desde que haja apoio e condições para a manutenção e o compartilhamento das coleções. Com sede na Fundação Joaquim Nabuco, o RecorDança pode ser acessado na internet. Enquanto as lacunas não são totalmente preenchidas no Brasil, resta aos interessados recorrer às referências mundiais. Ou ainda navegar pela internet em busca das informações disponíveis na rede. Certas produções podem ser obtidas inclusive no YouTube.

Porém, o contato mais aprofundado (e organizado) se dá mesmo nos grandes acervos. Os do Centro Pompidou, em Paris, e o Dance Collection, de Nova York, proporcionam um conhecimento abrangente, pois seus arquivos englobam manifestações de todas as épocas. Por serem depositários da história, são importantes tanto para o público quanto para o vídeoartista. Os sites das duas instituições dão uma idéia da fartura de informações que existe por lá. Situado no Lincoln Center, o Dance Collection hoje faz tributo a um de seus frequentadores, o coreógrafo Jerome Robbins (1918-1998), conhecido popularmente pelo filme e musical West Side Story, no qual também assinou roteiro e direção. Denominada Jerome Robbins Dance Division, a coleção de dança da New York Public Library é considerada a maior do mundo.Dispõe de milhares de títulos, do livro ao audiovisual, além de manuscritos. Entre as preciosidades, coleções sobre gigantes da dança, como Isadora Duncan (1877-1927), Rudolf Nureyev (1938-1993) e Merce Cunningham, revolucionário da dança moderna e um dos precursores da vídeodança (ainda vivo, Cunningham criou um programa de computador para ampliar a pesquisa de suas coreografias). O genial sapateador Gregory Hines, morto em 2003, também tem acervo próprio.

http://www.arede.inf.br/inclusao/edicao-no44-jan-fev2009/1626-cultura-os-passos-da-videodanca