Corpo - Contato Improvisação - Artes do corpo - Videodança.

terça-feira, julho 01, 2008

1º Encontro Nacional de Pesquisadores em Dança

PROGRAMAÇÃO

DIA 03.07.08

Reitoria da Universidade Federal da Bahia

08h30 – Recepção e Credenciamento

10h00 – Instalação - Profª. Drª. Dulce Aquino

A Importância das Associações Científicas para Consolidação de uma Área de Conhecimento

Conferencista – Prof. Dr. Emídio Cantídio Filho
(a confirmar)

Pesquisar Dança: prolegômenos de uma sub-área de conhecimento

Conferencista - Profª. Drª. Helena Katz

___________________

Escola de Dança da UFBA / Teatro do Movimento

14h00 – Apresentação e discussão dos Comitês Temáticos

Dança em mediações educacionais

- Leda Iannitelli (UFBA) /Kathya Godói (UNESP)

Aspectos sócio-políticos da(s) dança(s)

- Fernando Passos (UFBA) / Jussara Setenta (UFBA)

Dança em configurações estéticas

- Fabiana Britto (UFBA) /Adriana Bittencourt (UFBA)

Dança e estados funcionais do corpo

- Eusébio Lôbo (UNICAMP) / Helena Bastos (USP)



DIA 04.07.08

Escola de Dança da UFBa

09h00 – Grupos de Trabalhos dos Comitês Temáticos:

GT - Dança em mediações educacionais – Sala 05

GT - Aspectos sócio-políticos da(s) dança(s) - Sala 6/7

GT - Dança em configurações estéticas – Sala 08

GT - Dança e estados funcionais do corpo – Sala 09

___________________

14h00 - Plenária

Apreciação da proposta de formação da Associação Nacional de Pesquisadores em Dança – ANDA

www.ppgdanca.dan.ufba.br

(71) 32836575 / 6579

Comissão Organizadora do 1º Encontro Nacional de Pesquisadores em Dança composta por Professores Doutores da UFBA, Unesp, Unicamp, PUC-SP, USP


terça-feira, junho 24, 2008

JAM CONTATO IMPROVISAÇÃO - 28 de junho - Anexo do Theatro XVIII

CONVITES!

PRIMEIRO:
Teremos sim a nossa EmComTatoJAM (Jam Session de Contato Improvisação) neste mês de junho.
Será no dia 28 de junho, no Anexo do Theatro XVIII, das 15 às 18hs, ou seja, tudo como d´antes: último sábado do mês, local de sempre, horário habitual, alegria conhecida, etc. Mas tudo indica que teremos alguns detalhes especiais nesta véspera de São Pedro.
Portanto, aproveitem bem as festas de São João e guardem um pouco da fogueira para essa nossa tarde especial de dança, encontro, pele, peso, fluxo, surpresa, som, criação, celebração, poesia... esse espetáculo que só tem um lado, o lado de dentro, o lado de quem participa.

SEGUNDO:
Reiteramos que estão abertas as inscrições para o II Retiro que este Projeto irá fazer acontecer em Imbassaí, entre 5 e 7 de setembro. O valor, incluindo hospedagem e alimentação é de R$ 290. Já temos dançantes inscritos de Brasília, Salvador e Chile. Maiores informações http://inlakch.blogspot.com

TERCEIRO:
A defesa de mestrado de HUGO LEONARDO, intitulada "Poética da Oportunidade - Tomada de decisão em estruturas coreográficas abertas à improvisação" será apresentada/defendida no dia 01 de julho (terça-feira) às 18hs, no Teatro do Movimento da Escola de Dança da UFBA, no Campus de Ondina.
"Será ótimo contar, na audiência, com a energia positiva e a cumplicidade de vocês para esta conclusão de uma etapa importante no meu caminho dançante que muitos de vocês tanto enriquece."

Projeto EmComTato - Prática e Pesquisa em Contato Improvisação e Performance.
Hugo Leonardo
http://historiasedancas.blogspot.com

sexta-feira, junho 13, 2008

CONTRAPONTO.... Videodança

Fotos: Cláudia Buonavita
















O vídeo traz elementos estéticos dos anos 20, dos quais algumas das principais influências são:

o surrealismo de man ray, buñuel, dalí

o estilo de coco chanel

o papel (comportamento) de algumas mulheres (como Pagú, chiquinha gonzaga, coco chanel, entre outras), tendo como ponto de partida o universo do ser feminino desvelando outros eus...
texto: som do roque / drica rocha

Videodança: Contrapontos...

Concepção/Câmera/Produção/Direção/Edição: Drica Rocha

Câmera/Iluminação/Idéias/Edição: Gabriel Teixeira

Trilha sonora/Produção/Idéias: som do roque

Fotos: Cláudia Buonavita

Intérpretes-criadores:

Verônica de Moraes

Ana Amélia

Ledha Bazzo

Cleo Alfaia

Gionanna Buonavita

Hugo Leonardo


Apoio e Agradecimentos:

A equipe do videodança, pela paciência, criatividade, talento, força... está sendo bom demais trabalhar com todos vocês!

somdoroque, que criou e montou a trilha do videodança! e esteve junto na produção com muita disposição!

Gabriel Teixeira, que antes de mais nada acreditou no trabalho e fez acontecer as imagens do vídeo!!!

Mé, Ve, Ledha e Hugo, (os dançarinos)que também acreditaram no trabalho e pacientemente escutaram as idéias de minhas falas confusas sobre o vídeo,e criaram movimentos e interpretaram seus personagens de maneira brilhante!

Cláudia Buonavita ( claudinha), que fotografou lindamente o processo de gravação do videodança!

Palacete das Artes - Museu Rodin

A
Ari Coelho, a direção(Murilo Ribeiro) e toda a equipe do museu pela receptividade e apoio para que o trabalho pudesse ser realizado. Obrigada!

Ekenberger - Artista Plástico que gentilmente autorizou o uso das imagens de suas esculturas em Exposição no Casarão para serem expostas no videodança.

Restaurante Natural Gergelim








A Neide, que apoiou nosso trabalho com sua deliciosa comida natural!

Arnaldo Campos, que generosamente cortou os cabelos das dançarinas!


Ana Paula Benitez pela contribuição de idéias para o figurino!

Diane Portela pelo apoio no dia 02/06. Valeu!






A lista vai crescer...


Breve o blog Valsa e Contraponto...





Abraços,
Drica.



Videodança - Espaço Café cultural

Pesquisa: Luciana Ponso


Pesquisar sobre o tema “Videodança” é um desafio instigante. Esta recente linguagem não traz conceitos fechados ou definições encerradas sobre o tema. Porém em determinado momento da contemporaneidade as duas linguagens, vídeo e dança, cruzaram-se de tal forma que hoje existem mais de 30 mostras internacionais e algumas nacionais que exibem e discutem essa nova linguagem.

A proposta dessa pesquisa busca relacionar alguns pontos que podem auxiliar na reflexão e na discussão da importância que a “Videodança” tem no contexto atual da dança contemporânea e das artes visuais e eletrônicas.

Assim, a pesquisa divide-se em partes:
1) Interface entre vídeo, cinema e dança
2) Videodança: possíveis definições
3) Videodança: tendências e possibilidades
4) Mostras nacionais e internacionais
5) Bibliografia

Com bibliografia ainda restrita sobre Videodança, buscou-se para realizar a pesquisa, informações nos depoimentos de realizadores, coreógrafos e videomakers. Este material será utilizado para a realização de um documentário a ser concluido em parceria com a Cavídeo, sob orientação de Rodrigo Maia (co-pesquisador da presente pesquisa), Caví Borges e Luciana Ponso.

1)Interface entre vídeo e dança

É preciso pensar como as novas tecnologias estão transformando a nossa experiência de espaço e, assim, o que é o movimento. Desde o telégrafo, foi possível dissociar a transmissão de informações de deslocamento no espaço dos homens. Na sequência, o rádio, a televisão, o computador, a internet e a realidade virtual, cada um a seu modo alteram a distinção entre o próximo e o longínquo e, deste modo, a separação entre o real e o imaginário. Chegamos assim ao nosso mundo, onde o simultâneo não se define mais pela extensão perceptiva e motora do corpo; depende, sim, da velocidade e conexão na transmissão de informações. A novidade propiciada pelas novas tecnologias é a dissociação entre contiguidade e simultaneidade, a condição da interação. Não é preciso que haja proximidade espacial para os homens poderem interagir.
(Paulo Vaz e Maurício Lissovsky)

O ponto em comum entre vídeo e dança é o fato de que ambos tratam de imagem e movimento, porém a abordagem de corpo e movimento se dá de maneiras distintas. A dança filmada e a dança ao vivo tem diferenças fundamentais. Quando há ausência do corpo ao vivo o resultado no vídeo é bidimensional provocando uma menor profundidade no campo de visão do que na dança ao vivo. O efeito de distância, se a figura está longe ou perto é sobreposto ao efeito de tamanho, se a figura está pequena ou grande em relação a tela. No vídeo perde-se a imediação física e cinestésica do corpo. A gravidade, o peso, o esforço, o impulso do movimento fazem menor sentido e a trilha sonora recupera uma presença mais física: utilizam-se por exemplo sons de respiração, sons do corpo se movendo ou se arrastando pelo chão. No cinema narrativo a trilha sonora é usada como suporte emocional da narrativa ou como pano de fundo da cena enquanto que em um video de dança a trilha sonora ocupa uma função estrutural.

Quando há presença da câmera, podemos notar que o tamanho da tela define o campo de visão selecionando necessariamente o que se vê. Enquanto que na apresentação ao vivo, o olho do espectador pode mover-se livremente, no filme o olhar é determinado pela câmera. Mas se por um lado essa câmera traz limites ela também abre outras possibilidades como por exemplo a edição. O mesmo movimento pode ser exibido de várias maneiras sem a preocupação com a lógica física ou temporal. O vídeo conta com numerosos efeitos como: imagens superpostas, câmera lenta, close, inversão de imagens, animação e cria assim possibilidades para gerar a sensação tridimensional numa tela bidimensional.

2)Videodança: possíveis conceitos

Videodança é uma linguagem que associa corpo, espaço e movimento com a linguagem do vídeo. Cada um desses elementos desencadeiam inúmeras possibilidades próprias e de relações entre si.

Definir Videodança na sua essência parece ser tarefa difícil e desnecessária em tempos de experimentações, redescobertas e transformações entre as artes. Entretanto, constata-se a Videodança como linguagem apesar de suas fronteiras estarem abertas. Sendo uma linguagem, as características mais essenciais podem ser percebidas sem que se encerre ou segmente as suas potencialidades.

Podemos pensar em Videodança como uma produção em que há o cruzamento de duas linguagens: vídeo e dança. O pensamento do coreógrafo e do videomaker estão agregados de tal maneira que não podem ser dissociados. O trabalho se bifurca nas especificidades da dança e do vídeo mas volta a um ponto comum. O corpo se relaciona com o espaço do vídeo e o vídeo exerce alguma função que deve ser essencial. O resultado é um vídeo e deve se resolver por si só.

Já o registro de dança é eficaz quando torna possível que a coreografia seja vista fora do âmbito teatral ou onde quer que ela tenha sido realizada. Aqui, os recursos de edição e de efeitos podem ser utilizados e até mesmo valorizar a coreografia, mas não há relação direta na criação coreográfica. O vídeo tem aplicações infinitas, mas a coreografia registrada continua sendo igual sem interferência nenhuma do videomaker na música, no ritmo ou em qualquer encadeamento coreográfico. No Videodança, o videomaker é figura fundamental e em mostras no exterior ou mesmo no Brasil há oficinas específicas para artistas de vídeo.

Questiona-se o que fez essas duas linguagens aproximarem-se. Pode-se pensar na abstração como sendo um elo de ligação entre vídeo e dança. Constituída de narrativa aberta, a dança quando se aproxima do vídeo que não é registro aproxima-se da experimentação. As escolhas que os videastas fazem quando vão trabalhar com dança passam pela experimentação. A abstração da dança possibilita inúmeras formas de inserir o vídeo. Se a dança não tivesse a narrativa aberta que tem, se tivesse cenas fechadas, talvez deveria-se usar a linguagem cinematográfica onde as possibilidades são mais restritas.

Junto a dificuldade de definir o que é dança contemporânea, está a dificuldade de incluir no trinômio corpo, espaço e movimento, que a princípio definem Videodança, que corpo, que espaço, que movimentos são esses. Para citar um exemplo, há videodanças onde a presença do corpo humano não é o essencial e a coreografia fica a cargo de outros elementos como pássaros, árvores, carros... A própria questão da presença do corpo pode ser explicada pela sua ausência. O corpo pode não estar fisicamente no vídeo mas pode ser sobre isso que o coreógrafo e o videasta estejam querendo falar. Em Ação Cultural discute-se o papel do artista plástico por exemplo, como não sendo mais o central. Junto a ele vem o papel do curador , do museu, da galeria, do público. Transportando para a dança, o corpo do bailarino parece não ser essencial para a questão do movimento.

Talvez a dificuldade de definir o que é Videodança se resolve quando o próprio artista se propõe a mostrar a obra em um determinado contexto. O vídeo tem a possibilidade de mostrar a dança onde as vezes não é possível ver: nos objetos, nos movimentos naturais, nos fluxos das coisas...

3)Videodança: tendências e potencialidades

Se antes faziam-se estudos em coreologia para registrar as coreografias, o vídeo vem revolucionar as formas de registro. Os acervos em vídeo enriquecem a história da dança e propiciam eternizar uma obra coreográfica dentro das possibilidades bidimensionais que o próprio vídeo oferece.

A tendência da contemporaneidade é brincar com as fronteiras que as ferramentas da arte oferecem. O Videodança é resultado da junção experimental de duas linguagens e o seu potencial é extenso. Para auxiliar o entendimento das tendências e possibilidades que essa ainda jovem linguagem oferece, citamos o trabalho desenvolvido pela AMCD- Andrea Maciel Cia de Dança que vem utilizando as artes visuais e eletrônicas em seus espetáculos e produções de vídeo.

O primeiro contato com vídeo se deu no espetáculo “Eletricidade” em 2002, quando este vídeo funcionava então como paisagem, como fonte de luz, como movimento virtual. E então houve a necessidade de sobrepôr as camadas do real com o virtual.

O trabalho em conjunto da coreógrafa Andrea Maciel, do videasta Paulo Mendel e do artista plástico Giorgio Ronna tornou-se indissociável desde o processo criativo inicial até as intervenções em cena. Estabeleceu-se uma linguagem intensa no conceito e na estética do trabalho. Este trabalho em conjunto se bifurca nas especificidades de cada um mas volta a se encontrar em determinado ponto.

Em “Corpo Imaterial” o movimento de filmar estava revelado na cena. Havia um duo da bailarina com o videasta e depois do evento ao vivo foi feito um vídeo com resultado bidimensional. Então havia o movimento do câmera como movimento coreográfico e o encadeamento das partes na edição resultou em um Videodança. A cena da performance usou as duas linguagens, o vídeo foi complemento para a dança e vice versa. A informação visual se materializou enquanto imagem nesses dois planos e são interdependentes a partir do momento em que foram reunidos. No caso, o vídeo resultante se sustenta como vídeo, ele não se prende a situação do plano real.

O mesmo ocorre com “Por onde os olhos não passam” que existe em versão espetáculo e versão Vídeodança. Realizado na Bahia em 2003, durante o processo criativo para o espetáculo havia paralelamente, a concepção para vídeo. O videasta estava presente durante todo o processo de ensaios e de decisões do que seria feito. Tudo que ocorreu no dia da filmagem já havia sido conversado antes. A criação, a idéia, tudo é concebido em conjunto: as imagens que serão trabalhadas e os movimentos que tem a ver com essas imagens ou que podem se associar. Muitas vezes o videasta dá idéias de dinâmicas ou movimentações e muitas vezes a coreógrafa fala de imagens. Então o editor coreografa editando e a coreógrafa edita dançando.

Em 2004 criou-se “Noisescape” (espetáculo), onde um novo recurso é inserido: a animação. Quando se trabalha dança convencionalmente trabalha-se tridimensionalmente e esse efeito pode ser encontrado na tela bidimensioal com o uso da animação. Esta obra trata do uso do vídeo no espetáculo ao vivo, mas a interação com a projeção no plano real é tão intensa que a sensação é a de que todo o conjunto está em plano virtual.

Talvez o diferencial do trabalho realizado pela AMCD, seja o fato de que não há resistência entre a coreógrafa , o videasta e o artista plástico. Não há resistência da coreógrafa quando o videasta não completa o seu movimento no vídeo, pois talvez não deva ser completado. Por outro lado a edição deve saciar a coreógrafa de alguma forma, do contrário, o trabalho resultaria insatisfatório. Há um conhecimento significativo e mútuo na amplitude dos movimentos de câmera e corporais um do outro.

A companhia procura não encerrar questões, pois está também experimentando coisas novas. Entretanto o envolvimento com a tecnologia depende de estruturas nem sempre alcançáveis. As idéias nem sempre são viáveis. Por exemplo, Philipe Decouflé realiza vídeos de alta sofisticação e trabalha com aparelhagem cinematográfica. Ele pode criar ilusões que dependem dessa tecnologia avançada. No Brasil temos uma limitação finaceira que determina uma limitação experimental.
Mesmo com a restrição estrutural, a AMCD vem firmando uma parceria com a experimentação do vídeo e da dança e essa linguagem parece ser indissociável, felizmente, ao objetivo da companhia.

4)Mostras e festivais nacionais e internacionais

O projeto Rumos Itaú Cultural Dança (SP) vem desde 2001 abrindo espaço para a linguagem de Videodança contribuindo para a especialização, estimulando a produção e difundindo obras brasileiras no próprio país e no exterior.

Na edição de 2004, o Itaú Cultural recebeu 66 vídeos dos mais diversos estados e contemplou 12 trabalhos que receberam uma oficina com a filmmaker Laura Taler. Outros 15 trabalhos foram selecionados para a mostra aberta.

No edital do evento as normas para inscrição deixam claro que não serão aceitos registros de dança e sim obras coreográficas criadas especificamente para a câmera. Afirma ainda que os projetos deverão ser concebidos cooperativamente entre um coreógrafo e um videasta. O Dança Brasil (RJ) conta com uma mostra de vídeo sob curadoria de Lionel Brum e Paulo Caldas. Na edição de 2004 criou o “Painel Brasil” quando se constatou a necessidade de abrir espaço para a produção local. Mais de 40 vídeos foram enviados para a mostra, dos quais 15 foram selecionados. A mostra contou também com a palestra do jornalista londrino Sanjoy Roy, especialista em dança contemporânea e firmou parceria com o British Council e com o centro de referência da dança contemporânea britânica e mundial, o The Place e seu departamento dedicado a filmes de dança, o Videoworks.

O Dança em Foco (RJ) também com curadoria de Lionel Brum e Paulo Caldas tem o objetivo de aproximar o vídeo e a dança, abordando os elementos do vídeo no palco e do Videodança. Na edição de 2004 (segunda edição) conta com oficinas, mostras e palestras ministradas por Tamara Cubas e Willy Donner.

O Correios em Movimento com curadoria de Giselle Tápias, conta com uma programação permanente de vídeo desde 1999. E na edição de 2004 dedica uma mostra específica de Videodança.

http://www.espacocafecultural.com.br/CafeCultural.nsf/paginas/CafeCultural&CDPD-RJ&Pesquisa&CDPD_pequisa_MarcoAbril

quarta-feira, junho 11, 2008

Eder Santos - QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES

Eder Santos
Abertura
09 de junho, Capela do MAM, 19h
Conversa com o artista
10 de junho, Galeria 1, 19h

Retrospectiva Eder Santos-Videobrasil
09 de junho a 03 de julho (segunda a quinta), Cine-Sala de Arte MAM, 14h
Visitação
10 de junho a 06 de julho


O Museu de Arte Moderna traz pela primeira vez a Bahia o mineiro Eder Santos. Com obra reconhecida e premiada no mundo todo, Eder trabalha com videoarte, performances e instalações numa busca constante pela criação de novas possibilidades do olhar. Com isto, propõe outras formas de percepção e interação com as imagens e o som, com o tempo e o espaço.

Em Salvador, ele apresenta o projeto de site specif QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES?, construído especialmente para a Capela do MAM. A exposição tem abertura no dia 09, às 19h - seguida da Conversa com o Artista no dia 10, no mesmo horário, na Galeria 1. A visitação acontece até o dia 06 de julho.

Integrando a programação da exposição será exibida a Retrospectiva Eder Santos–Vídeobrasil, uma compilação especial de vídeos premiados do artista, parte integrante do acervo da coleção da Associação Cultural Videobrasil. São dois programas, exibidos de 09 de junho a 03 de julho, em dias intercalados, de segunda a quinta, das 14h às 16h, com entrada gratuita, no Cine-Sala de Arte MAM.

Os vídeos de Eder Santos integram os acervos permanentes do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris) e são distribuídos internacionalmente pela Electronic Arts Intermix (Nova York) e pela London Electronic Arts (Londres). A vídeo-instalação que montou em Salvador, título de uma música dos Secos e Molhados, faz referências à espiritualidade, à mistura do católico e do barroco com o candomblé na Bahia.


Para Solange Farkas, curadora internacional e diretora do MAM, Eder Santos é um artista que vem desde a década de 80 desenvolvendo trabalhos em vídeo de forma pioneira no Brasil. “O convite para Eder montar na Capela um projeto de site specifc tem entre seus objetivos promover um olhar sobre uma das inúmeras questões que emergem de seus trabalhos: a subversão dos procedimentos usuais da tecnologia de captação e edição de imagens para dar visibilidade a novos personagens, novas porções de tempo e de espaço”, explica Solange que também assina a curadoria da mostra.

A realização de um site specific (projeto criado especialmente para um local determinado) é sempre um desafio para os artistas. “Os espaços já têm uma carga hereditária e a proposta é justamente chegar a um lugar como este e propor algo diferente, dialogando com ele. Por isso ocupar o interior de uma igreja numa cidade histórica e barroca como Salvador e tratar disso de uma maneira contemporânea, além de importante é também um desafio”, afirma Eder Santos.

Segundo o artista, a idéia para o trabalho que ele vai mostrar no MAM “veio quase que imediatamente: a relação com o barroco. Salvador é muito barroca, assim como as cidades de Minas. Mas na Bahia tem ainda esta questão que é forte, da presença da religião afrodescendente. Esta mistura, que vem do negro e se expressa tanto na religião, quanto na arte. Elementos desta relação vão estar presentes na exposição, na música que a acompanha. E o título vem justamente de uma música, de uma canção dos Secos e Molhados (numa referência só ao nome, não tem nada a ver com a letra). É um título poético. Bonito”.



QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES
Para Eder Santos, “as flores estão ligadas à emoção, a um momento de sentimento e ao mesmo tempo de espiritualidade. Meu trabalho é bem aberto, um convite a entrar na obra. Proponho uma interatividade física, pois o que me move é aquela questão, de tentar trabalhar a maneira de a pessoa ver a imagem”, explica.

Ao entrar na Capela, o visitante será absorvido por um ambiente preparado ludicamente por Eder santos. Para isso, o artista se apóia na tecnologia, com a utilização de sensores, projeções com imagens de nuvens e despencar de flores. E é nas paredes e no teto da Capela que as imagens serão projetadas, convidando o público a reeducar o seu olhar, a buscar novas formas de interação com as imagens e objetos. Para compor o ambiente imersivo, Eder trabalha em parceria com o músico Paulo Santos, integrante do grupo mineiro UAKITI.





Eder Santos é, atualmente, um dos mais renomados realizadores de vídeo-arte do Brasil. Nasceu em 1960, em Belo Horizonte, Minas Gerais, local onde vive e trabalha, e é graduado em Belas-Artes e Comunicação Visual pela UFMG (1983-1984).

Começou a trabalhar com vídeo nos anos 1980 e, desde então, sua obra já foi apresentada em mais de 80 festivais em 20 países. A partir da década de 90 torna-se referência internacional no gênero, com trabalhos adquiridos pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e Centre Georges Pompidou, em Paris.

O trabalho de Eder é conhecido pela intensa utilização de ruídos, interferências e pelo “aproveitamento” das distorções que o aparato técnico apresenta. Sobre sua inspiração, ele declara: “Eu escrevo muito, muitas coisas. Idéias que vão aparecendo. Também vejo muitos filmes, vou ao cinema, assisto televisão... Mas tenho uma relação especial com a “maneira de ver” as coisas. Tento mudar este olhar. E pode ser com um objeto ou uma imagem. Busco mudar a leitura, a maneira de se ver estas coisas.”




Eder Santos começou a trabalhar com vídeo nos anos 1980. Desde então, sua obra já foi apresentada em mais de 80 festivais em 20 países. Seus vídeos integram hoje os acervos permanentes do MoMA, Nova York, e do Centre Georges Pompidou, Paris, e são distribuídos internacionalmente pela Electronic Arts Intermix (Nova York) e pela London Electronic Arts (Londres).

Em 2003, a Associação Cultural Videobrasil lançou uma retrospectiva com a compilação de importantes obras deste artista multimídia nascido em Belo Horizonte. Entre eles, os premiados Não Vou a África Porque Tenho Plantão (1990), Essa Coisa Nervosa (1991), Janaúba (1993) e Framed by Curtains (1999).

Em parceria com a Videobrasil, o MAM apresenta a Retrospectiva Eder Santos, ampliando o conhecimento sobre trabalho deste artista e sobre a produção de videoarte no país.

PROGRAMA 1

Uakti. 00:06:35. 1987.
Diluídos na água, entre peixes e enfeites de aquário, os músicos do grupo UAKTI fazem sua versão do Bolero de Ravel.

Europa em 5 minutos. 00:15:13. 1987.
A linguagem doméstica do super-8 é analisada por meio de uma de suas utilizações mais freqüentes: o registro de viagens turísticas. Superoitistas e outros profissionais falam da arte de fazer super-8.

Rito e expressão. 00:08:10. 1989.
Reconstrução audiovisual da Igreja do Rosário de Ouro Preto, Minas Gerais, a partir de elementos básicos (ouro, pedra, terra, madeira e tinta) e de suas motivações socioculturais (rituais negros, o barroco). A igreja, feita inteiramente por negros, guarda peculiaridades na sua arquitetura, conforme denuncia o poema de Afonso Ávila.


Não vou a Africa porque tenho plantão.
00:08:00. 1990.

Uma denúncia ecológica sutil concebida através do experimentalismo da videoarte. Na abertura, imagens esverdeadas de um gorila solitário num zoológico são intercaladas com depoimentos em inglês de uma jovem. As imagens pulam como se houvesse um defeito de transmissão. Animais utilizados como cobaias de laboratório evidenciam a crítica à utilização que o homem faz de outros seres para o seu bem-estar.

Mentiras e humilhações. 00:03:52. 1988.
Um retrato da decadência de famílias tradicionais falidas, inspirado no poema "Liquidação" de Carlos Drummond de Andrade. A fachada da mansão esconde uma singela velhinha. Ali dentro, nada mais é como antes. Em vez do ritmo alegre da família numerosa, a vida em slow-motion. Nada de grandes recepções, festas, reuniões. Tudo cheira a passado. Só sobram os quadros na parede de uma época de glórias e conquistas.


| top |


PROGRAMA 2

Essa coisa nervosa. 00:15:27. 1991.
Homens observam seus monumentos. Mulheres observam homens que, naquele momento, têm a visão limitada pela leitura dos jornais.

Janaúba. 00:17:38. 1993.
A recriação da antológica cena do filme "Limite", de Mário Peixoto, em que um barco passa vagarosamente pelo rio com um casal a bordo, dá início à narrativa poética da dura vida no interior seco do Brasil. "Janaúba", premiado no 10º Videobrasil, é o nome de uma cidade mineira na divisa com a Bahia. Um galope interminável sobre a terra poeirenta, onde o ângulo da câmera esconde o cavaleiro, adquire ares épicos graças ao tratamento de cor e à alteração da velocidade. O uso da repetição para reforçar a mensagem acontece, desta vez, também no texto.

Tumitinhas. 00:04:47. 1998.
Releitura poética de uma mensagem deixada na secretária eletrônica ou um poema concebido neste formato? Tanto faz. O certo é que, a partir deste recurso metalingüístico, utilizado por Sandra Penna, o autor deu uma nova dimensão ao drama do amor perdido, e não digerido, sem cair no sentimentalismo. No lugar da vivência, a reminiscência.


Framed by curtains. 00:11:15. 1999.
Visões distorcidas da cidade de Hong Kong, diálogos à espera de um real entendimento entre Ocidente e Oriente. Um reenquadramento da paisagem urbana e caótica da cidade logo após a sua devolução à China. O vídeo reflete a visão subjetiva do autor das cenas cotidianas, como alguém que refaz a realidade a seu modo.

Projeto Apollo. 00:04:35. 2000
Há 31 anos o homem pisou na Lua. Algumas pessoas, porém, acreditam que tudo não passou de ficção. Para elas, recursos tecnológicos foram usados para criar as cenas. A partir dessa idéia, Eder Santos faz um vídeo que revisita a epopéia.


Cine-Sala de Arte do MAM
09 de junho a 03 de julho
sessões das 14h às 16h
Entrada gratuita.



|


QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES
Eder Santos

Abertura
09 de junho, Capela do MAM, 19h

Conversa com o artista
10 de junho, Galeria 1, 19h

Retrospectiva Eder Santos-Videobrasil
09 de junho a 03 de julho (segunda a quinta), Cine-Sala de Arte MAM, 14h

Visitação
10 de junho a 06 de julho

O Museu de Arte Moderna traz pela primeira vez a Bahia o mineiro Eder Santos. Com obra reconhecida e premiada no mundo todo, Eder trabalha com videoarte, performances e instalações numa busca constante pela criação de novas possibilidades do olhar. Com isto, propõe outras formas de percepção e interação com as imagens e o som, com o tempo e o espaço.

Em Salvador, ele apresenta o projeto de site specif QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES?, construído especialmente para a Capela do MAM. A exposição tem abertura no dia 09, às 19h - seguida da Conversa com o Artista no dia 10, no mesmo horário, na Galeria 1. A visitação acontece até o dia 06 de julho.

Integrando a programação da exposição será exibida a Retrospectiva Eder Santos–Vídeobrasil, uma compilação especial de vídeos premiados do artista, parte integrante do acervo da coleção da Associação Cultural Videobrasil. São dois programas, exibidos de 09 de junho a 03 de julho, em dias intercalados, de segunda a quinta, das 14h às 16h, com entrada gratuita, no Cine-Sala de Arte MAM.

Os vídeos de Eder Santos integram os acervos permanentes do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris) e são distribuídos internacionalmente pela Electronic Arts Intermix (Nova York) e pela London Electronic Arts (Londres). A vídeo-instalação que montou em Salvador, título de uma música dos Secos e Molhados, faz referências à espiritualidade, à mistura do católico e do barroco com o candomblé na Bahia.


Para Solange Farkas, curadora internacional e diretora do MAM, Eder Santos é um artista que vem desde a década de 80 desenvolvendo trabalhos em vídeo de forma pioneira no Brasil. “O convite para Eder montar na Capela um projeto de site specifc tem entre seus objetivos promover um olhar sobre uma das inúmeras questões que emergem de seus trabalhos: a subversão dos procedimentos usuais da tecnologia de captação e edição de imagens para dar visibilidade a novos personagens, novas porções de tempo e de espaço”, explica Solange que também assina a curadoria da mostra.

A realização de um site specific (projeto criado especialmente para um local determinado) é sempre um desafio para os artistas. “Os espaços já têm uma carga hereditária e a proposta é justamente chegar a um lugar como este e propor algo diferente, dialogando com ele. Por isso ocupar o interior de uma igreja numa cidade histórica e barroca como Salvador e tratar disso de uma maneira contemporânea, além de importante é também um desafio”, afirma Eder Santos.

Segundo o artista, a idéia para o trabalho que ele vai mostrar no MAM “veio quase que imediatamente: a relação com o barroco. Salvador é muito barroca, assim como as cidades de Minas. Mas na Bahia tem ainda esta questão que é forte, da presença da religião afrodescendente. Esta mistura, que vem do negro e se expressa tanto na religião, quanto na arte. Elementos desta relação vão estar presentes na exposição, na música que a acompanha. E o título vem justamente de uma música, de uma canção dos Secos e Molhados (numa referência só ao nome, não tem nada a ver com a letra). É um título poético. Bonito”.



QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES
Para Eder Santos, “as flores estão ligadas à emoção, a um momento de sentimento e ao mesmo tempo de espiritualidade. Meu trabalho é bem aberto, um convite a entrar na obra. Proponho uma interatividade física, pois o que me move é aquela questão, de tentar trabalhar a maneira de a pessoa ver a imagem”, explica.

Ao entrar na Capela, o visitante será absorvido por um ambiente preparado ludicamente por Eder santos. Para isso, o artista se apóia na tecnologia, com a utilização de sensores, projeções com imagens de nuvens e despencar de flores. E é nas paredes e no teto da Capela que as imagens serão projetadas, convidando o público a reeducar o seu olhar, a buscar novas formas de interação com as imagens e objetos. Para compor o ambiente imersivo, Eder trabalha em parceria com o músico Paulo Santos, integrante do grupo mineiro UAKITI.



Eder Santos

Eder Santos é, atualmente, um dos mais renomados realizadores de vídeo-arte do Brasil. Nasceu em 1960, em Belo Horizonte, Minas Gerais, local onde vive e trabalha, e é graduado em Belas-Artes e Comunicação Visual pela UFMG (1983-1984).

Começou a trabalhar com vídeo nos anos 1980 e, desde então, sua obra já foi apresentada em mais de 80 festivais em 20 países. A partir da década de 90 torna-se referência internacional no gênero, com trabalhos adquiridos pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e Centre Georges Pompidou, em Paris.

O trabalho de Eder é conhecido pela intensa utilização de ruídos, interferências e pelo “aproveitamento” das distorções que o aparato técnico apresenta. Sobre sua inspiração, ele declara: “Eu escrevo muito, muitas coisas. Idéias que vão aparecendo. Também vejo muitos filmes, vou ao cinema, assisto televisão... Mas tenho uma relação especial com a “maneira de ver” as coisas. Tento mudar este olhar. E pode ser com um objeto ou uma imagem. Busco mudar a leitura, a maneira de se ver estas coisas.”




Retrospectiva Eder Santos
@ Associação Cultural Videobrasil

Eder Santos começou a trabalhar com vídeo nos anos 1980. Desde então, sua obra já foi apresentada em mais de 80 festivais em 20 países. Seus vídeos integram hoje os acervos permanentes do MoMA, Nova York, e do Centre Georges Pompidou, Paris, e são distribuídos internacionalmente pela Electronic Arts Intermix (Nova York) e pela London Electronic Arts (Londres).

Em 2003, a Associação Cultural Videobrasil lançou uma retrospectiva com a compilação de importantes obras deste artista multimídia nascido em Belo Horizonte. Entre eles, os premiados Não Vou a África Porque Tenho Plantão (1990), Essa Coisa Nervosa (1991), Janaúba (1993) e Framed by Curtains (1999).

Em parceria com a Videobrasil, o MAM apresenta a Retrospectiva Eder Santos, ampliando o conhecimento sobre trabalho deste artista e sobre a produção de videoarte no país.


PROGRAMA 1

Uakti. 00:06:35. 1987.
Diluídos na água, entre peixes e enfeites de aquário, os músicos do grupo UAKTI fazem sua versão do Bolero de Ravel.

Europa em 5 minutos. 00:15:13. 1987.
A linguagem doméstica do super-8 é analisada por meio de uma de suas utilizações mais freqüentes: o registro de viagens turísticas. Superoitistas e outros profissionais falam da arte de fazer super-8.

Rito e expressão. 00:08:10. 1989.
Reconstrução audiovisual da Igreja do Rosário de Ouro Preto, Minas Gerais, a partir de elementos básicos (ouro, pedra, terra, madeira e tinta) e de suas motivações socioculturais (rituais negros, o barroco). A igreja, feita inteiramente por negros, guarda peculiaridades na sua arquitetura, conforme denuncia o poema de Afonso Ávila.


Não vou a Africa porque tenho plantão.
00:08:00. 1990.

Uma denúncia ecológica sutil concebida através do experimentalismo da videoarte. Na abertura, imagens esverdeadas de um gorila solitário num zoológico são intercaladas com depoimentos em inglês de uma jovem. As imagens pulam como se houvesse um defeito de transmissão. Animais utilizados como cobaias de laboratório evidenciam a crítica à utilização que o homem faz de outros seres para o seu bem-estar.

Mentiras e humilhações. 00:03:52. 1988.
Um retrato da decadência de famílias tradicionais falidas, inspirado no poema "Liquidação" de Carlos Drummond de Andrade. A fachada da mansão esconde uma singela velhinha. Ali dentro, nada mais é como antes. Em vez do ritmo alegre da família numerosa, a vida em slow-motion. Nada de grandes recepções, festas, reuniões. Tudo cheira a passado. Só sobram os quadros na parede de uma época de glórias e conquistas.



PROGRAMA 2

Essa coisa nervosa. 00:15:27. 1991.
Homens observam seus monumentos. Mulheres observam homens que, naquele momento, têm a visão limitada pela leitura dos jornais.

Janaúba. 00:17:38. 1993.
A recriação da antológica cena do filme "Limite", de Mário Peixoto, em que um barco passa vagarosamente pelo rio com um casal a bordo, dá início à narrativa poética da dura vida no interior seco do Brasil. "Janaúba", premiado no 10º Videobrasil, é o nome de uma cidade mineira na divisa com a Bahia. Um galope interminável sobre a terra poeirenta, onde o ângulo da câmera esconde o cavaleiro, adquire ares épicos graças ao tratamento de cor e à alteração da velocidade. O uso da repetição para reforçar a mensagem acontece, desta vez, também no texto.

Tumitinhas. 00:04:47. 1998.
Releitura poética de uma mensagem deixada na secretária eletrônica ou um poema concebido neste formato? Tanto faz. O certo é que, a partir deste recurso metalingüístico, utilizado por Sandra Penna, o autor deu uma nova dimensão ao drama do amor perdido, e não digerido, sem cair no sentimentalismo. No lugar da vivência, a reminiscência.


Framed by curtains. 00:11:15. 1999.
Visões distorcidas da cidade de Hong Kong, diálogos à espera de um real entendimento entre Ocidente e Oriente. Um reenquadramento da paisagem urbana e caótica da cidade logo após a sua devolução à China. O vídeo reflete a visão subjetiva do autor das cenas cotidianas, como alguém que refaz a realidade a seu modo.

Projeto Apollo. 00:04:35. 2000
Há 31 anos o homem pisou na Lua. Algumas pessoas, porém, acreditam que tudo não passou de ficção. Para elas, recursos tecnológicos foram usados para criar as cenas. A partir dessa idéia, Eder Santos faz um vídeo que revisita a epopéia.


Cine-Sala de Arte do MAM
09 de junho a 03 de julho
sessões das 14h às 16h
Entrada gratuita.

Exposição: QUE FIM LEVARAM TODAS AS FLORES
Artista: Eder Santos
Período: 09 de junho a 13 de julho
Local: Capela Nossa Senhora da Aparecida, MAM, Solar do Unhão
Horários: terça a domingo, das 13h às 19h e aos sábados das 13h às 21h.
Retrospectiva Eder Santos – Videobrasil:
Cine-Sala de Arte do MAM
Horários: www.saladearte.art.br

Entrada gratuita
Mais informações:
71
3117 6141



retirado do site: http://www.mam.ba.gov.br/edersantos/

terça-feira, maio 27, 2008

JAM CONTATO IMPROVISAÇÃO, sábado, 31/05 no Anexo do Theatro XVIII

JAM CONTATO IMPROVISAÇÃO , 31/05 no Anexo do Theatro XVIII

Amigos dançantes!
Dia 31 de maio, último sábado do mês... então vocês já sabem:
EmComTatoJAM - nossa jam session de contato improvisação - lá no Anexo do Theatro XVIII, no Centro Histórico de Salvador, 15h às 18hs. Espaço livre para a composição espontânea desse espetáculo que só tem um lado, o lado de dentro, o lado de quem participa e experimenta: dançarinos ou não-dançarinos, experientes no contato improvisação ou iniciantes, artistas de outras áreas e curiosos em geral interessados na aventura do movimento, do improviso, do toque.
Trata-se de uma atividade gratuita oferecida pelo Projeto EmComTato a quase 5 anos.
Esperamos vocês por lá.
(...)
Lembramos que as inscrições para o II Retiro para Estudos Avançados em Contato Improvisação (IN LAK´CH) já estão abertas.
O evento acontecerá entre 5 e 7 de setembro na Pousada Lagoa da Pedra em Imbassaí, litoral norte.
O valor total da inscrição é de R$ 290,00 incluindo hospedagem e refeições. Para quem começa a pagar até o comecinho de junho é possível dividir em 4 vezes. A data limite para inscrições é 5 de agosto.
Para maiores detalhes sobre o evento vejam http://inlakch.blogspot.com

Projeto EmComTato
Prática e Pesquisa em Contato Improvisação e Performance


Hugo Leonardo
http://historiasedancas.blogspot.com

segunda-feira, maio 26, 2008

(In)TOQue - dança telemática

(In)TOQue
dança telemática

(In)TOQue - dança telemática from José Murilo Junior on Vimeo.
4 cidades inter-ligadas via Internet
RIO DE JANEIRO, SALVADOR, SÃO PAULO E NATAL

26 DE MAIO DE 2008
18:30 HORAS
http://www.rnp.br/


profa. dra. ivani santana - universidade federal da bahia -escola de dança -grupo de pesquisa poetica tecnologica na dança
http://www.poeticatecnologica.ufba.br/


Dança telemática demonstra interação entre tecnologia e cultura

9º WRNP discute produção de conteúdo para redes avançadas


Fibras ópticas, roteadores, gigabytes, pacotes e dados. Se você pensa que estes termos não têm nada em comum com um espetáculo de dança, está enganado. Através da rede, bailarinos e músicos distantes geograficamente interagiram numa coreografia telemática durante a nona edição do Workshop RNP (WRNP), que acontece nos dias 26 e 27 de maio.

Coordenado pela professora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Doutora Ivani Santana, com apoio da equipe do Laboratório de Vídeo Digital (Lavid) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o espetáculo (In)TOQue conectou dois dançarinos no Rio de Janeiro, uma dançarina em Salvador, um DJ em São Paulo e um robô em Natal. A imagem da bailarina em Salvador foi transmitida em vídeo de alta definição. Através do telão montado no palco do evento, foi possível observar até as gotículas de suor que se formavam no corpo da dançarina no decorrer do espetáculo.

A utilização da rede para aplicações artísticas serviu de gancho para a sessão seguinte “Comunicando Cultura”, que contou com a participação de Artur Serra, da i2Cat, Claudio Prado, do Ministério da Cultura (Minc), e Hermano Vianna, do Instituto Overmundo. Vianna destacou a crescente demanda por cultura digital no mundo, principalmente no Brasil. “Nós somos o segundo país com o maior número de acessos a sites que oferecem serviços de interação sociocultural, como YouTube, MSN e Yahoo Groups”, disse. “Para se ter uma idéia, 40% da população de Parada de Lucas, subúrbio do Rio de Janeiro, tem acesso à internet”, completou.

Artur Serra lembrou a proliferação de aplicações relacionadas à música e vídeo que trafegam hoje na Internet. “O MP3 era uma tecnologia absolutamente marginal. Em determinada hora, alguém percebeu que era a maneira ideal para se transmitir música pela internet”, disse. Claudio Prado destacou as inúmeras possibilidades de trocas culturais através da rede e salientou o interesse do Minc em fazer investimentos na área, como é o caso do convênio que deve ser assinado com a RNP ainda este ano.

[RNP, 27.05.2008]

quarta-feira, maio 21, 2008

9º Workshop RNP ( Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) 26 e 27 de maio de 2008 / Rio de Janeiro

O mundo das tecnologias da informação e comunicação (TIC) está em constante evolução. Ao longo dos anos, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) tem acompanhado e, às vezes, até mesmo capitaneado o processo de renovação. O objetivo é oferecer soluções inovadoras para o uso de redes avançadas em benefício do ensino, da pesquisa e, em última instância, do desenvolvimento do país.

O Workshop RNP (WRNP) é o momento eleito para discutir o futuro das redes avançadas no Brasil. Neste sentido, serão discutidas novas tecnologias de rede, visando a um cenário cada vez mais diversificado de aplicações, com transmissão de mídias de alta definição e massivas transferências de dados convivendo com o tradicional acesso à Internet. Também serão abordados novos modelos de infra-estrutura, tais como as redes híbridas, e de construção e operação de redes, tais como os consórcios metropolitanos.

A programação inclui palestras de especialistas, debates e demonstrações dos grupos de trabalho em P&D da RNP. A grade abaixo ainda está sujeita a alterações.



26.05 | Segunda

Na segunda-feira, 26/05, na sessão Comunicando Cultura terá uma amostra de dança interativa entre as cidades do Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Natal.

confira a programação no site da RNP http://www.rnp.br/wrnp/2008/programacao.php






























sexta-feira, maio 16, 2008

Rumos Itaú cultural 2006-2007, exibição das 5 videodanças, sala do coro, domingo 18/05.

Exibição das 5 videodanças selecionadas na edição 2006-2007: Sensações Contrárias, FF ??, Jornada ao Umbigo do Mundo, Fora de Campo e Passagem

Horário: 19h30, sala do coro do TCA.

FF



Sensações contrárias

http://br.youtube.com/watch?v=aGSAVFfKFcg

Bom de Quebrar (Verônica Moraes-BA) Sala do coro, domingo 18/05.













QUERIDOS AMIGOS E CHEGADOS
PESSOAS IMPORTANTES NA 'TRAJETÓRIA-BOM DE QUEBRAR',


GOSTARIA MUITO DE TÊ-LOS COMIGO EM MAIS UMA APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO-PESQUISA ARTÍSTICA-CELEBRAÇÃO:
BOM DE QUEBRAR NA SALA DO CORO NO PROJETO PARCERIA RUMOS ITAÚ CULTURAL DANÇA E DIMENTI PRODUÇÕES
ÀS 20H DIA 18 DE MAIO NESTE DOMINGO
OS CONVITES GRATUITOS SERÃO LIBERADOS ÀS 18:30
(AS ATIVIDADES DO PROJETO TERÃO INÍCIO ÀS 17H, POR ISSO ANTES DAS 18:30, JÁ HAVERÁ GRANDE CONCENTRAÇÃO DE GENTE, POR ISSO CHEGUEM O MAIS CEDO QUE PUDEREM!)

ESPERO VOCÊS!!!
GRANDE BEIJO
VERÔNICA DE MORAES


DIAS 16, 17 E 18
LANÇAMENTO BOX RUMOS ITAÚ CULTURAL

O programa Rumos Itaú Cultural Dança realiza evento em Salvador com apresentação de espetáculos, oficinas, exibição de videodanças, mesa-redonda e lançamento da coleção Cartografia Rumos Itaú Cultural Dança 2006-2007. O evento é uma parceria entre o Programa Rumos Itaú Cultural Dança e a Fundação Cultural do Estado da Bahia e conta a produção da Dimenti Produções Culturais.
Contato: Ellen Mello (71 8711-5304)
Programação:
Dia 16/05 - sexta-feira
Espetáculos O Poste, a Mulher e o Bambu (Dimenti-BA) e Vapor (Musicanoar -SP)
Horário: 20h
Dia 17/05 - sábado
Espetáculos Amarelo (Elisabete Finger-PR) e Deslimites (Clara Trigo-BA)
Horário: 20h
Dia 18/05 - domingo
Lançamento caixa cartografia rumos itaú cultural dança 2006/2007. Conversa com Sônia Sobral (Rumos Dança), Lucia Matos (Diretoria de Dança Funceb) e Flor Violeta (Pesquisadora).
Horário: 17h
Exibição das 5 videodanças selecionadas na edição 2006-2007: Sensações Contrárias, FF ??, Jornada ao Umbigo do Mundo, Fora de Campo e Passagem
Horário: 19h30
Espetáculo Bom de Quebrar (Verônica Moraes-BA) e Outras Partes (Vanilton Lakka, Cloifson Luis e Fabio Costa-MG)
Horário: 20h

sexta-feira, maio 09, 2008

Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica na Dança

Espetaculo de Ivani Santana
Apresentado no Centre Choregraphique National Pavillon Noir, Aix en Provence, França
Realização Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica na Dança

Pele

Vídeo produzido para o espetáculo de dança Pele. Coreografia e direção: Ivani Santana. Vídeos: Danilo Scaldaferri e Ana Rosa Marques.

segunda-feira, maio 05, 2008

Imagens da Performance Lama 4 - Praia do Buracão

Obrigada aos participantes, Hugo Leonardo, Dóris Fernandes, Verônica Moraes, Tereza de Portugal, Diane, Ana Amélia, Vítor, eu, Roque e presenças de Paulo Pilha e Toni . Foi lindooooo!!!
Vamos nos preparar para a próxima lama em junho!!!
Breve estarei disponibilizando algumas imagens em video desta performance!


Parte 01

sábado, abril 26, 2008

Contato Improvisação com Lama


Olá dançantes de contato Improvisação!
Estaremos realizando mais uma experiência de contato improvisação com lama!

Desta vez a proposta-convite se estende a participantes que queiram dançar e experimentar outras texturas no contato improvisação, com finalidade estético performática, explorando expressividade e novas possibilidades que o contato + argila pode trazer na dança!


IMPORTANTE:
Toda performance será documentada através de fotos e vídeo para futura edição e produção de um vídeodança!


Data: 04 de maio de 2008 - Domingo
Onde: Praia do Buracão - Rio Vermelho
Horário de chegada: 14:30h
Início da performance: 15:00h
Encontro: Descendo as escadarias ficaremos no lado esquerdo da praia perto das pedras.



Tragam seus trajes de banho + 1kg de argila em pó
(Argila vc encontra em casas de produtos naturais, Mundo verde, Grão de arroz custa R$ 2,30, Flora...)

Vai ser lindo!!! DIVULGUEM PARA OS AMIGOS E INTERESSADOS!

Confirme seu interesse e presença através de comentário no blog sotao73.blogspot.com ou através do e-mail: sotao73@gmail.com

Até domingo!

Abraços de lama,
Drica.

WORKSHOP DE BMC -- movimento e contato

WORKSHOP DE BMC
mc - movimento e contato
bmc coletivo

Com Lela Queiroz

Corpus Christi / Salvador

DATA: 22 a 25 de maio - 13h às 19h
LOCAL : Escola de Dança da UFBA.
Av. Ademar de Barros, s/n, entrada pelo portão principal - Ondina.
(sujeito a confirmação)

4 dias de trabalho:

2 dias dedicados ao desenvolvimento do movimento
2 dias exclusivos dedicados ao contato

24hs aula – 6h/dia

(Preços antecipados: veja abaixo)

1ª parte Desenvolvimento de movimentos:


Neste curso, continuando a exploração do movimento pelos princípios básicos do BMC, participantes/praticantes poderão entrar em contato e buscar pela experiência direta com os sistemas do organismo fazer um mergulho de descoberta pessoal nas várias dimensões do movimento do corpo em busca de eficiência de movimento funcional e criativo. Dentro do vasto método de BMC parte da fundamentação é dedicada a exploração do desenvolvimento de movimentos em escala evolutiva a partir da herança de movimentos de outras espécies aquáticas, anfíbias, répteis e mamíferas. Através dos processos do início da vida, BMC defende que movimentos são os responsáveis por organizar os princípios e padrões neurológicos basais do organismo.

Envolvendo uma introdução aos aspectos evolutivos do movimento desde a genese embriológica, os processos de formação neurológica e padrões funcionais subsequentes,os processos de embodiment permitem que repertórios internalizados se transformem e brotem novas descobertas dos sistemas internos em movimento & contato, como sistematizados pela SBMC - Escola Corpo & Mente Centrados.

2ª parte Desenvolvimento de movimentos & Contato:

Neste dias de trabalho, faremos um preparo de princípios específicos do BMC voltados e aplicados ao campo do contato improvisacional, dentro de uma perspectiva de percepção integrada, escuta e presença na reconfiguração dos estados mútuos propondo estados de alerta. Processos de criação no corpo: organicidade, gestual, resolução de conflitos, risco.


Corpo solto, liberto, com tônus balanceado, prontidão, dança de movimentação livre, espontânea, intuitiva, cerebral, intencional...


Temas

Exploração dos sistemas
Escuta do corpo.
Respiração celular, princípios de prana, posturas dinâmicas estáveis e mobilidade.

Metodologia: através do processo direto de embodiment - através da percepção sensório motora - por exploração e improvisação de movimentos.


Indicado para profissionais de áreas afins e das Artes do Corpo, de Teatro, Dança e Performance.
Os interessados devem colocar o seu nome na lista de Patrícia ou Thiago Enoque.

Preço especial para profissionais artistas e estudantes.

Para estudantes de Dança e Contato:

Valor: R$ 60 por dia. (4 dias de desenvolvimento e contato)
forma de pagamento: 2 parcelas de R$120.

Para profissionais de terapêuticas afins:

Valor R$ 90 por dia = R$180 (2 dias de Desenvolvimento de Movimento)
forma de pagamento: 2 parcelas de R$90

quinta-feira, abril 24, 2008

EmComTato JAM - Jam Session de Contato Improvisação.

Sábado, 26/04,no Anexo do Theatro XVIII - Salvador- Ba
foto: Drica Rocha


Dançantes!
Mais um último sábado do mês premiado com nossa EmComTatoJam - Jam Session de Contato Improvisação.
Espaço aberto para praticantes e neófitos (que palavram hein!) nesta experimentação poética de dança que parte de princípios muito elementares e cheio de implicações: relacionar peso, pele, fluxos, gestos, limites.
Se você toca algum instrumento, ou canta, também é muito bem vindo. Lembrando-se que o cerne da proposta é improvisacional.
Resumo da resenha: Anexo do Theatro XVIII, 15hs às 18hs, dia 26 de abril, gratuito.
(...)
O II Retiro para Estudos Avançados em Contato Improvisação, aquele em que vamos dançar contato improvisação sob a inspiração de códigos maias, está confirmadíssimo para o 5, 6 e 7 de setembro lá em Imbassaí.
Dessa vez não temos o patrocínio da fundação cultural da Bahia, e portanto a inscrição está mais cara (R$ 290).
Em compensação, estamos trabalhando com bastante antecedência. Para aqueles que começarem a pagar a partir de 05 de maio, pode-se dividir em 5 vezes (R$ 50,00 + 4 x R$ 60,00). Programem-se!
Visitem o blog do Retiro: http://inlakch.blogspot.com
Abração...

Projeto EmComTato - Prática e Pesquisa em Contato Improvisação e Performance.
http://emcomtato.blogspot.com

E-mail de divulgação por Hugo Leonardo.

domingo, abril 20, 2008

Melhor Videodança do Festival Tápias 2006

Melhor Videodança do Festival Tápias 2006

Direção e Montagem: Rodrigo Raposo. Direção e Coreografia: Paulo Caldas. Interpretação: Angel Vianna.

Câmera que dança - Rumos Itaú cultural

http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2720&cd_materia=114


Dziga Vertov, cineasta ucraniano autor de Um Homem com uma Câmera, de 1929, integrante da escola soviética, afirmava que, se fossem dadas câmeras a duas pessoas para que filmassem um espetáculo de dança e uma permanecesse sentada na platéia enquanto a outra passeasse pelo palco, ele não precisaria nem assistir às duas gravações para escolher a melhor: a segunda. Isso porque "num balé, o espectador acompanha, efetivamente, e de modo desordenado, ora o grupo de bailarinos, ora, ao acaso, uma expressão facial (...). A câmera 'dirige' o olho do espectador das mãos às pernas, das pernas aos olhos etc., na ordem que mais lhe favoreça, e organiza os detalhes graças a uma montagem cuidadosamente estudada".

A videodança, surgida em fins da década de 1960, é um gênero híbrido entre cinema e artes do corpo. Integra coreógrafos e videomakers em uma experiência artística que não é só dança nem só videoarte, e sim a comunhão dessas duas linguagens. Quase 85 anos depois do tratado publicado por Vertov, ela mostra que a regra do cineasta continua valendo.

Imagens nada estáticas
Gil Grossi é fotógrafo, dançarino e professor. Começou como fotógrafo, mas, ao prestar serviço para uma companhia de dança, recebeu aulas como pagamento. Gostou. Desde 1985 ele pesquisa, em parceria com Luciana Bortoletto, a fusão da linguagem fotográfica com a dança contemporânea. Essa união entre linguagens foi batizada de fotodança. Grossi não vê paradoxo entre o movimento essencial da dança e o estático suporte fotográfico. Para ele, a fotografia tem, sim, movimento, que é construído na composição do quadro. "Na fotografia seu olho dança", afirma. Ele se diz apaixonado pelo registro do movimento. "O que se mexer eu fotografo."




O videomaker Matheus Rocha, premiado pelo programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006-2007 com Sensações Contrárias, trabalho em conjunto com o também videomaker Amadeu Alban e o coreógrafo Jorge Alencar, é enfático ao afirmar que o que diferencia dança e videodança não é apenas o suporte, e sim a linguagem cinematográfica. "Uma dança ao vivo filmada por uma câmera não poderia ser considerada videodança. Ver um vídeo de registro é como estar em um teatro vendo a dança no palco, mas sem a emoção de estar lá." Alex Cassal, videomaker contemplado pelo mesmo programa, com Jornada ao Umbigo do Mundo, em parceria com a coreógrafa Alice Ripoll, afirma que "o vídeo tem o seu foco muito definido, aquilo que vai ser visto já está enquadrado. Em um espetáculo, de modo geral, o campo de visão é muito maior, o espectador pode escolher olhar para algo que não é necessariamente o foco escolhido pelo diretor".

Videomaker coreógrafo, coreógrafo videomaker
Celina Portella, coreógrafa parceira da videomaker Elisa Pessoa, dupla também contemplada pelo Rumos Itaú Cultural Dança 2006-2007, com a videodança Passagem, concorda com os colegas e diz que a videodança é "completamente diferente" de um simples registro em vídeo. Segundo ela, a concepção da coreografia em uma videodança leva em consideração o ponto de vista da câmera, e não o de uma platéia. "Não adianta fazer um movimento supercomplexo se a câmera está enquadrando uma expressão facial." Matheus completa: "A coreografia na videodança está aliada a enquadramentos e fragmentação. Ela existe por causa da câmera e da montagem, não existe sozinha". Segundo Alex, o nível de interferência que a linguagem audiovisual terá na coreografia depende da dinâmica construída pela equipe. "Acredito que as escolhas básicas sejam onde colocar o olho da câmera/espectador e quanto a edição vai interferir na fruição do espetáculo", diz ele.

Como em qualquer linguagem híbrida, coreógrafos estabelecem uma relação de interdependência. Para Matheus, em uma videodança coreógrafo e videomaker têm "a mesma importância, sem sombra de dúvida". Para explicar, ele afirma que o limite entre as funções não é tão claro. "O videomaker também é coreógrafo, porque está construindo a dança por meio de uma linguagem que é cinematográfica. E o coreógrafo é também videomaker, uma vez que ele tem de pensar o movimento dentro de um quadro e como parte de uma seqüência de outros movimentos que estarão juntos na montagem."

Celina também acredita que o ideal é que seja atingido o equilíbrio entre as partes. Ela ainda afirma que o entrosamento é fator fundamental para o bom resultado. A coreógrafa trabalha sempre com a videomaker Elisa. "Isso ajuda muito, pois eu conheço a forma de ela trabalhar. A coreografia e a câmera conversam."

Man With The Movie Camera
Soviet Union 1929. Production Company: Vufku. Director: Dziga Vertov. Photography: Mihail Kaufman. Editing: Dziga Vertov, Jelizaveta Svilova. Length: 1800 m
parte 01
http://br.youtube.com/watch?v=AInQ1x5_r3o&feature=related
parte 02
http://br.youtube.com/watch?v=PZAVMaXdR0k
parte 03
http://br.youtube.com/watch?v=4Czju8y4XEg
parte 04
http://br.youtube.com/watch?v=NGLKs1ns4Vo
parte 05
http://br.youtube.com/watch?v=FCTw_1xHg44
parte 06
http://br.youtube.com/watch?v=PmWu7hGyYbk
parte 07
http://br.youtube.com/watch?v=RLykv_SCqj8
parte 08
http://br.youtube.com/watch?v=byiX820iRj8
parte 09
http://br.youtube.com/watch?v=LtEOT2ACy0I

quarta-feira, abril 16, 2008

videodance - Analivia Cordeiro

Analivia Cordeiro
(São Paulo SP 1954)

É bailarina, coreógrafa e arquiteta. Formada em dança com Maria Duschenes (no Brasil) e nos estúdios de Alvin Nikolais e Merce Cunningham (ambos em Nova York). Cursou arquitetura na FAU/USP e é mestre em multimeios pela Unicamp. Apresentou obras em diversas mostras internacionais, como o Edinburgh International Festival e a American Dance Guild Conference. Ensinou dança moderna em escolas infantis, academias de dança e faculdades de psicologia e moda. Criadora de vídeos e espetáculos multimídia, com destaque para Nota-Ana, notação de movimento por computador.

IMPORTÂNCIA DE SUA OBRA
O fato de ser filha de Waldemar Cordeiro deve ter influenciado bastante a trajetória desta bailarina e coreógrafa na direção de uma síntese entre dança e tecnologia. Ela é praticamente a única artista brasileira que se dedicou à videodança, gênero bastante cultuado no exterior, e posteriormente à dança auxiliada por computador. Sua contribuição mais importante é o sistema de notação para dança chamado Nota-Ana. Inicialmente, esse sistema destinava-se ao registro do movimento de uma forma mais intuitiva, mas, posteriormente, ele evoluiu para uma ferramenta de análise do movimento, em incorporação de técnicas computacionais.
texto retirado do site
http://www.cibercultura.org.br/tikiwiki/tiki-index.php?page=Analivia+Cordeiro

M3X3

cambiantes

Striptease

Flesh I
O método de criação, Videocoreografia, baseia-se no corpo+camera. O movimento do corpo e da camera são simultaneos e coincidentes: o intérprete registra o movimento expressivo de seu próprio corpo, numa extrema intimidade e proximidade visual. A sofisticação da edição reside na aplicação dos princípios visuais da Arte Concreta à organicidade do corpo; na exploração de simetrias espaciais produzindo equilíbrio; e no tempo contínuo gerando fluência delicada. Obtém-se equilíbrio contínuo, criando uma abstração formal e uma atitude de adivinhação das partes do corpo que abre a imaginação do espectador.
Toca a sutileza e o aconchego, como mensagem contra a violência e a falta de respeito, comuns e disseminadas no mundo atual. Não denuncio reproduzindo exaustivamente a realidade estressante; sou contundente, sendo sútil e delicada, atitude rara e, até radical, hoje.

Created under the method Videochoreography. the interpreter and the camera move together (camera+body movements=unit), the interpreter registers its own expressive body movement, in an extreme intimacy and visual proximity. Based on the concrete art concepts applied to organical images, the video edition looks at the body movements as abstract formal elements exploring space over a continuous time fluency. This way, a calm and agreeable environment is obtained as the public curiosity is stimulated. The theme is the body expression in its small details, focusing its fine sensibility and subtleness as a message against the violence so spreaded in our world today.
0-45

An historical computer-dance1 work, one of the video-clip precursors2. The image close-ups shows only body parts, and its whole body image is composed only in the spectator's mind, and just seen as computer drawings. In this way, the movement is the addition of body details accomplished at the spectator, never at the video image. This work is a study of visual movement intelligibility and a portrait of our fragmented corporal image, consequence of our urban life stress.
save the nature


mais informações sobre analivia cordeiro:

http://www.analivia.com.br/

http://www.notaanna.com.br

http://www.ducorpo.com.br

quinta-feira, abril 10, 2008

MOVIMENTO #2 - VIDEODANÇA

MOVIMENTO #2
VIDEODANÇA
2007 | 7' | COR


Esta obra foi desenvolvida através do projeto coLABoratorio numa co-produção do Festival Panorama de Dança (rio de Janeiro), Arts-adimin (Londres), Alkantara (Lisboa), Theatre Institut (Praga), FID -- Fórum Internacional de Dança (Belo Horizonte), Bienal de Dança do Ceará (Fortaleza) e apoio do programa Cultura 2000 da União Européia.

Selecionado pelo Circuito Mercosur de Videodanza para integrar o novo DVD (2001/2007) do projeto, distribuído a 500 instituições em 47 países.

"O corpo de Andrea elabora, num fundo infinito branco, junto com uma fita colante, todo um universo de imagens que simulam paisagens urbanas e/ou corporais abertas, e que instiga questões concernentes à relação do corpo com a cidade." - Revista idança.net | 06.06.2007

Em Movimento #2, o ser humano vivencia a simplicidade e liberdade ao transformar as características do mundo que o atravessam. A trilha sonora original foi desenvolvida como uma experiência táti, equalizada para vibrar o maior e mais pesado órgão humano, a pele.


2007
dance screen_the Hague 2007 | 11th International Competitive Festival for Dance Films and Videos | IMZ Internationales Musik + Medienzentrum | Viena, Áustria
IX VideodanzaBA_Festival Internacional de Buenos Aires | Auditorio de la Embajada del Brasil | Buenos Aires, Argentina
Festival Panorama de Dança | programa Sentido Centro | Espaço Cia dos Atores | RJ, Brasil
19º Festival Tápias de Artes Integradas | Centro Coreográfico | RJ, Brasil
DIGITALIZAR LO EFIMERO | Facultad de Filosofía y Letras_Universidad de Alcalá e Facultad de Bellas Artes_Universidad de Castilla-La Mancha | Alcalá de Henares e Cuenca, Espanha
FIVU 07 | Centro Cultural de España | Montevideo, Uruguai
VD_Observatorio | Universidad Santo Tomás | Puerto Montt, Chile
Dança em Foco 2007 | Espaço Oi Futuro e SESC Vila Mariana | RJ_SP, Brasil
coLABoratório | Encontro Sul-Americano Europeu de Coreógrafos | Centro Cultural Dragão do Mar, Casa do Conde e Fundição Progresso | CE_MG_RJ, Brasil
e outras apresentações

roteiro | mariana abasolo_paulo mendel
direção | coreografia | andrea maciel_paulo mendel
intérprete | andrea maciel
direcão de fotografia | câmera | guilherme rodrigues
direção de arte | mariana abasolo
animação | mariana abasolo_paulo mendel
edição | making of | lucas rodrigues_paulo mendel
trilha sonora original | dj | daniel britto
maquiagem | jorge muniz
pesquisa "os sentidos do prazer" | andrea maciel_giorgio ronna
co-produção | manimal produções artísticas_blank tape
pós-produção | blank tape
Rio de Janeiro, Brasil

!PERFORMANCE
http://blanktape.com.br/movimento22.htm

!BLANK TAPE
http://blanktape.com.br/movimento2.htm

Cuadro 10 - Videodanza

Cuadro 10 Videodanza experimental , fragmento de video obra violenta mala vida .
-Camara : paulo fernandez - sebastian parada
-Edicion : paulo fernandez
-Musica : sebastian torres .
Chile.2007.
........................................ ......
powered by www.phenomena.cl

Cut - videodanza

" CUT " - Video danza experimental
Realización audiovisual :
Sebastian Parada (ses) - Paulo Fernandez (emperor)
Elenco danza:
Yeimy Navarro
Pilar Leal
Estefania Pereira
........................................ ...................
powered by http://www.phenomena.cl
Chile.2005.

Smoke " , Videodanza experimental

" Smoke " , Videodanza experimental .
Realizacion audiovisual :
Paulo Fernandez - Sebastian Parada


Edición y postproducción:
Paulo Fernandez

Interpretes :
Estefania Pereira
Paula Orellana
Pilar Leal
Pitilla

Musica :
"Fitter Happier" RADIOHEAD
........................................ ............................
post by emperor . http://www.phenomena.cl
chile.2006.

ANIMAS , videodanza

ANIMAS , videodanza

ANESTESIA , VIDEODANZA

ANESTESIA
Videodanza experimental

Realización audiovisual
Paulo Fernandez - Sebastian Parada

Música
Sebastian Torres

Dirección coreográfica
Valentina Morales

Chile.2007
www.phenomena.cl

Festivales
-Festival Internacional "Dança em foco" ( Brasil )
-Festival Internacional VAD FESTIVAL (España)
-Festival Videodanza Buenos Aires ( Argentina)
-Festival Videodanza Uarcis segunda version (Chile)

videodanza - videodança - videodance

Coreografía para camera

Historia Videodanza

quarta-feira, abril 09, 2008

OP1 rumos-itaú cultural


OP1 ENSAIOS

OP1 motomix

Cartas para Noverre. Brasil, 2006.

Cartas para Noverre. Brasil, 2006.

Fragmento da videodança "Cartas para Noverre" realizada pelo Terpsí Teatro de Dança em comemoração ao Dia Internacional da Dança e em homenagem a Jean-Georges Noverre, reformador da Dança Teatral. Direção de Rafael Ventuna. Concepção: Ana Cristina des Essarts, Carlota Albuquerque e Rafael Ventuna. Porto Alegre, abril de 2006.

Part of videodance "Cartas para Noverre" (Letters to Noverre), by Terpsí Teatro de Dança, to honor International Day of Dance and Jean-Georges Noverre. Brazil, 2006.

VÍDEO DANÇA / Teatro Vila Velha / Salvador -Ba



http://teatrovilavelha.com.br/mesdadanca/videos.html